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dez 28, 2016
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Resumo do Capítulo V de Ação Humana – O tempo

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Mises escreveu esse pequeno capítulo sobre o fator tempo talvez apenas para salientar o que outros já haviam feito antes dele. Vários autores austríacos já exploraram o conceito de tempo como um fator de ponderação na economia; Mises só fez questão de encaixá-lo na praxeologia de forma adequada.

A ação humana está ligada com o conceito de tempo de várias maneiras e perspectivas. Primeiro, a preferência temporal explica muito bem os problemas causados por todo e qualquer governo. O estado quer, em sua ambição sem embasamento, controlar o mercado de todas as formas possíveis. Usando o mesmo exemplo citado no resumo do capítulo anterior, um governo que acha necessário formar milhares de profissionais voltados para filosofia, enquanto o crescimento industrial avança década após década, está fadado ao fracasso. Usando o Brasil como exemplo, não é difícil encontrar pessoas com formação de nível técnico em alguma área de exatas como física, química ou engenharia, ganhando muito mais do que pessoas com doutorado em qualquer área de humanas. O mercado que dita as regras, sempre. E a preferência temporal sempre estará sujeita ao mercado. Não adianta lutar contra esses fatos; a não ser que você queira que milhares de profissionais de humanas acabem sendo deslocados para setores alheios como o de serviços, mas que não passem fome.

Outra perspectiva de tempo na ação humana é o conceito de passado, presente e futuro. A ação mira sempre o futuro; porém está sujeita a condições do presente e mesmo do passado. Para exemplificar, pense no seguinte: imagine que você quer comprar um carro. Com a teoria discutida até aqui e juntamente com o conceito de tempo, é perceptível que esse simples ato de comprar envolve muitos fatores. O modelo do carro, as taxas de juros, o plano de empréstimo, o mercado financeiro, o valor de revenda, etc. Perceba que se retirar o fator tempo, a equação vai ficar desbalanceada: como você vai se planejar para pagar as parcelas? Você compraria um carro cujo modelo tem um histórico ruim no mercado? O fator tempo que condenou marcas como a Peugeot no Brasil. Ao longo dos anos os carros dessa empresa apresentaram histórico de gasto alto com manutenção preventiva e paliativa.

Em seguida, Mises fala da economia de tempo. Embora o tempo em si não seja um recurso escasso, o nosso tempo é limitado; portanto o nosso tempo é um recuso escasso. E como uma das leis primordiais da economia, precisamos economizá-lo, ao máximo. Já dizia o velho, e ao mesmo tempo atual, ditado popular: tempo é dinheiro. Mas, mais do que isso, o autor mostra que a economia de tempo é ainda mais necessário que a de bens e serviços. Como o próprio Mises fala, mesmo no país da fantasia (ou em algum socialismo), o ser humano precisa economizar tempo, visto que não somos imortais.

Por fim, Mises traz a relação temporal entre ações. O cerne desse último tópico é o fato de que ações humanas nunca são síncronas, exceto em ações feitas em conjunto. Duas pessoas podem executar a mesma ação, no mesmo tempo, metafisicamente falando; mas o conjunto que os envolve é totalmente diferente. Esse é um dos fatos que engrossa a argumentação de que não há coletivismo que sobrevive perante a peneira da ação humana. O coletivismo é anticientífico; ele vai contra os princípios da economia.


Autor do resumo:
Raul Oliveira.
Resenha do quinto capítulo do livro “Ação Humana, um tratado de economia”.
Autor: Ludwig Von Mises, Vide Editorial, 4ª edição, 2015

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Categorias dos artigos:
Economia
https://mises.org/

foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico. Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política. Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico. Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de “praxeologia”.

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