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maio 30, 2017
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Quando eu descobri o que é o estado

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Eu demorei um bom tempo pra entender mesmo a natureza do estado. Uma vez que entendi, pelo menos os fundamentos, passei a achar quase engraçado como vários analistas e escritores, alguns deles grandes e profundos pensadores, discutem sobre isso. Para a maior parte deles, o estado é um assunto respeitável. Eles discutem o estado como se realmente tivesse sido criado por filósofos bem intencionados, que debatiam comparando modelos de verdade, beleza e bondade. Eles falam como se o estado fosse composto de pessoas que tratariam aqueles sujeitos à sua autoridade de maneira honesta, transparente, leal e humana. Muitos acham que o estado em si é inofensivo, um tipo de marionete cujos fios são puxados ocasionalmente por eleitores em eleições democráticas ou por capitalistas, oligarcas, grandes banqueiros ou gnomos de Zurique.

Em dado momento concluí que todas essas discussões estão totalmente desligadas da realidade. Primeiro, descobri a partir de meus estudos sobre história que governantes tiveram e ainda têm grande discricionariedade ao decidir o que fazer e como fazê-lo. Em segundo lugar, descobri que governantes e seus capangas não são como eu ou você: eles passam por um processo feroz de competição política para estar entre as pessoas mais inescrupulosas, coniventes, brutais, violentas e sociopáticas da sociedade. Em terceiro lugar, eles têm uma fome e sede de poder, glorificação pública e dominação de seus pares. Em resumo, eles estão dispostos a recorrer aos meios mais perversos para alcançar seus fins pessoais, e têm prazer em distribuir morte e destruição para aqueles que os atrapalham ou não se curvam a eles. E em quarto lugar, seus pronunciamentos públicos e debates são falsos: eles não buscam a melhor maneira de promover o bem comum, mas a melhor maneira de alcançar suas ambições pessoais. Muitos, no entanto, são escorregadios e astutos ao enganar o público, fazendo-os crer que são pessoas de boa fé ou mesmo salvadores da pátria.

O fato de tantos intelectuais falarem sobre o estado como se fosse assunto para um papo descontraído num churrasco — em vez da fria e cruel máquina de assassinato e espoliação que realmente é — me intriga. Não acho que o afastamento entre as concepções formuladas na torre de marfim e a realidade do estado deva-se tanto ao fato dos filósofos e cientistas políticos terem se prostituído ao estado. Na verdade, creio que a principal razão é que os intelectuais realmente não saem muito de casa ou (excetuando-se o envolvimento pessoal nas áreas relevantes) falham em aprender história de maneira mais realista. A literatura está lá para aqueles que se derem ao trabalho de encontrá-la e aprofundar-se nela. Meras especulações na poltrona sobre o estado, no entanto, têm muito pouco valor.

 

Retirado do post.
Tradução: Pedro Anitelle.

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Libertarianismo

Um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.

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