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dez 16, 2019
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Não há libertários na política!

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Escrevo  este texto como uma resposta à matéria cuja tradução se encontra no seguinte link: http://foda-seoestado.com/os-libertarios-formaram-uma-alianca-com-o-presidente-brasileiro-jair-bolsonaro-foi-um-acordo-com-o-diabo/ inicio o texto com a seguinte premissa: não há libertarianismo sem a defesa intransigente da ética libertária. Não há, portanto, libertário que não a faça. Trata-se de uma questão moral e ética, se o pseudo-libertário defende posicionamentos e ações contrárias a ética, ele pode se denominar como quiser, libertário não é.

No texto em questão é afirmado que um membro proeminente chamado “Winston Ling” de grupo de libertários denominado “movimento libertário brasileiro” teria se reunido com o então candidato Jair Bolsonaro e firmado uma suposta aliança em troca de cargos. Em mais de 6 anos de libertarianismo no Brasil, participando e administrando os principais grupos voltados ao tema, eu, Felipe Ojeda, nunca sequer ouvi falar no tal “movimento libertário brasileiro” ou no tal de Ling, quem é esse cara e este grupo e por que DO NADA eles representam o movimento libertário?

Importante mencionar que nós libertários não temos nenhum apreço por Jair Bolsonaro, boa parte das críticas a este senhor expostas na matéria são merecidas e de fato, Bolsonaro não tem nada de libertário, a questão aqui é: a “equipe dele” também não tem.

Logo após, a matéria cita Hélio Beltrão, atual presidente do Instituto Mises Brasil, que teria proferido a seguinte frase: “Estou perdendo todos os meus homens para o governo”. Sabemos, primeiro, que ao contrário do mencionado, Helio Beltrão não fundou o Instituto Mises, foram Cristiano, Fernando e Roberto Chiocca, segundo, nem o próprio Hélio Beltrão é libertário, este senhor proferiu publicamente diversas vezes “imposto nem sempre é roubo”, “não devemos falar de secessão, pois soa xenofóbico”, “uma grande honra estar no mesmo vôo que Fernando Henrique Cardoso” entre outros absurdos, e os “homens” dele, assim citados, são liberais parasitas que se aproveitam covardemente do discurso libertário de Laissez Faire e austeridade para angariar mídia e votos, libertários de fato não são. Nenhum membro, seja do Instituto Millenium, seja do Instituto Mises Brasil atual, seja professor da pós graduação do IMB (que possui pérolas como ataques a Hoppe, Rothbard e Mises nos podcasts do portal e até uma professora cabo eleitoral de CIRO GOMES) defende a ética libertária, o que defendem é alguma instância de liberdade, com apoio a políticos e monopolistas, sem qualquer justificativa racional.

E não para aí. A matéria cita Kim Cataguiri como sendo o “porta-voz carismático do movimento”, Kim de fato possui amigos entre os ícones do libertarianismo, como Paulo Kogos, mas jamais foi libertário, jamais se declarou assim e constantemente, junto a seus colegas parasitas do MBL, entra em rota de colisão com o libertarianismo na defesa de proposições como “imposto não é roubo”… Seria incapaz de citar dois autores libertários.

Pois é, ainda tem mais, ” ‘Isso mostra que o compromisso deles com a liberdade individual não é tão forte’, diz Joel Pinheiro da Fonseca, colunista libertário da Folha de S.Paulo”. Desde quando Joel Pinheiro da Fonseca é libertário? Outro que defende que “imposto não é roubo”, sequer tem noção mínima de ética libertária, praxeologia…

Estes são os “libertários” apontados na matéria como apoiadores e aliados de Bolsonaro, aí o jornalista abusa da má-fé, “outros grupos de tendência libertária mantiveram distância do novo presidente do Brasil. O Partido Novo, partido político fundado em 2011, apoiou o candidato mais ortodoxo libertário João Amoêdo nas eleições de 2018”. Colocar João Amoedo e o partido Novo como libertário é uma perversão tão grande do termo “libertarianismo” que chega a torna-lo um insulto. Trata-se de mais um parasita.

João Amoedo é um banqueiro de carreira, ou seja, se beneficia diretamente da reserva de mercado financeiro criada pelo estado com barreiras artificiais para a concorrência. O Partido Novo tem como principal aporte o banco Itaú, aquele que João Amoedo trabalhou a vida inteira, que também tem regalias junto ao governo federal e que recentemente teve seu economista-chefe Ilan Goldfard, nomeado PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL (cargo que exerceu entre 2016 e 2019).

“A organização libertária mais influente do Brasil é o Movimento Brasil Livre” – Mais uma vez misturou-se “libertário” e “liberal” de forma repugnante e irresponsável. O MBL nada tem de libertário! Jamais defendeu-se a ética libertária ou baseou-se em pautas libertárias!

Os ditos libertários entrevistados mas não nomeados, teriam se afastado de Bolsonaro por defender “comentários públicos elogiando tortura e ditadura e denegrindo mulheres e minorias”. Pois bem, libertário algum apoia burocrata nenhum sem renunciar à ética libertária, os verdadeiros libertários brasileiros, e somos muitos, repudiam as falas imorais de Bolsonaro mas antes de tudo, seu cargo antiético.

É importante reiterar que tanto libertarianismo quanto anarcocapitalismo não são meras ideias econômicas. São muito acima da economia: filosofia, lógica e direito. Não é meramente por que um burocrata defende uma atuação na esfera econômica que em alguns pontos converge com o posicionamento libertário, que ele seja libertário, ou que possui qualquer tipo de legitimidade.

Imposto é roubo, o estado é uma quadrilha, liberdade não se negocia!
E FODA-SE O ESTADO!

 

 

 

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