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maio 26, 2017
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A contribuição dos ricos para a economia

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Quem pagou por aquele caminhão – um cara pobre ou um cara rico? A grande fonte de salários mais altos e alto padrão de vida é o capital. Considere: quanto vale um caminhoneiro sem um caminhão?

 

Deixemos a pergunta (e sua resposta intuitiva a ela) amadurecer um pouco, enquanto fazemos mais perguntas semelhantes sobre outras pessoas. Quanto vale um eletricista sem a energia elétrica? Quanto vale um jogador sem a TV? Quanto vale um garçom sem um restaurante? O que é o funcionário de uma loja sem a loja, sem um computador, sem um scanner de preços? Vou até perguntar sobre eu mesmo: quanto valho eu sem meu computador?

Vamos voltar para o caminhoneiro. Sem um caminhão, seu valor para os outros diminui para quase zero. Se o compararmos com um brutamonte carregando a carga do caminhoneiro nas costas, o brutamonte vale muito menos, não é? O caminhoneiro pode não ser tão esperto, tão educado ou tão forte, porém, ele vale milhares de vezes mais do que o brutamonte. Por quê? Por causa do caminhão.

 

Agora, faça uma pergunta simples: quem pagou por aquele caminhão – um cara pobre ou um cara rico? Você sabe a resposta. Quem empregou o caminhoneiro – e o manteve empregado – um cara pobre ou um cara rico? Provavelmente um cara rico. Poucos permanecem empregados por caras pobres, pelo menos por muito tempo.

 

Da mesma forma, quem pagou pela fábrica que construiu o caminhão? Um cara rico. Tudo bem, talvez vários caras ricos ou, nos Estados Unidos, indivíduos de renda média (que são ricos quando comparados com os padrões de vida daqueles que moram em outros países). O mesmo para a fábrica que produz chips de computador em volume suficiente para fazer seu preço cair para centavos de dólar por gigabyte, o que requer fábricas de bilhões de dólares.

 

Os pobres não as constroem; os ricos o fazem. O mesmo é verdade para os estúdios de iluminação de televisão onde o eletricista executa seus esquemas de iluminação, as fábricas de televisores e de cabos que colocam o jogador (e atores, e âncoras de notícias) na televisão; o restaurante e as fábricas que criam os suprimentos que cada trabalhador usa a cada dia de trabalho; a loja em que o funcionário trabalha, e o caixa e os scanners que ele usa.

 

E eu também. Eu valho muito menos sem meu computador, o que tornou as coisas imensuravelmente mais eficientes (mesmo que tenha permitido ao estado complicar as coisas a um ponto inimaginável na idade do papel e lápis). Não guardo rancor contra aqueles com cérebro e poupança para criar e construir os chips de computador e monitores que fazem meu trabalho muito mais eficiente do que seria sem tais chips e monitores. Na verdade, eu gostaria de facilitar as coisas para eles – o que me tornaria ainda mais valioso para os consumidores dos meus serviços. Eu gostaria de deixá-los ficar com mais de seus ganhos. Na verdade, todo ele.

 


Três maneiras de criar riqueza

 

Há apenas três maneiras de criar riqueza real, nenhuma das quais envolve transferências involuntárias ou, de forma clara, roubo. O óbvio é através da produção de bens ou serviços que são vendidos a compradores voluntários, ou doados a destinatários voluntários. Exceto por doações voluntárias de riqueza, se os outros não compram voluntariamente bens e serviços, então eles não lhes atribuem valores mais elevados do que os pagamentos feitos e, portanto, a riqueza não foi criada; ela foi consumida. Se forem voluntariamente doados, na medida em que os bens ou serviços eram de menor valor para o doador e de maior valor para o donatário, a riqueza foi criada, mesmo que não haja uma unidade com a qual medir essa criação de riqueza. (Ainda assim, não há nada errado ou imoral em relação a tal caridade.) Observe que as vendas ou outros tipos de transferências voluntárias implicam que tais bens e serviços funcionem, operem ou atuem conforme anunciado (ou seja, meios fraudulentos de transmissão não criam riqueza).

 

Uma maneira menos óbvia de criar riqueza é investindo em instalações, equipamentos, educação e treinamento que aumenta a qualidade e a quantidade da produção de bens e serviços que podem ser negociados. Uma maneira ainda menos óbvia é através da proteção do que foi produzido. Isso cria riqueza indiretamente: as pessoas são mais propensas a produzir aquilo que podem manter ou negociar por outros tipos de riqueza, o que significa que os direitos de propriedade e o cumprimento de contratos são fundamentais para a criação de riqueza.

 

A maioria das pessoas veem que educação ou treinamento criam riqueza, direta ou indiretamente. No entanto, por si só, pouca ou nenhuma riqueza é criada. Qual é o valor de um programador de computador sem um computador? Quanto valem jornalistas, atores ou atletas profissionais sem a TV e os bilhões em infraestrutura (privada) para exibir seus talentos? Quanta riqueza é criada por um soldador habilidoso sem equipamento de soldagem, ou máquinas ou ferramentas para soldar? Alguma riqueza é criada ao treinar um astronauta quando não há uma cápsula espacial (construída por empreiteiros privados)? Que tal um geólogo sem equipamento de perfuração, ou os milhões de dólares em equipamentos necessários para escavar – ou um caminhoneiro sem um caminhão?

 


O problema em tributar os ricos

 

Alíquotas mais altas de impostos em todos os níveis desencorajam o aumento da produção. Quando uma aposentada, com uma riqueza de conhecimento e uma vida de experiência, é obrigada a uma alíquota de imposto de renda federal de 46,25% [1] devido à forma como a previdência social é adicionada à base tributável, ela é muito menos propensa a trabalhar – o que significa que ela é menos propensa a produzir coisas que os outros consomem. Quando perceber que ela é atingida com 15,3% de imposto para profissional autônomo e um imposto de renda estadual de 9% em cima do imposto federal de 46,25%, é provável que ela deixe o trabalho; afinal, até mesmo os servos eram obrigados a entregar a César apenas 20% do que produziam.

 

Quando um jovem empreendedor compreende o fato de que cada dólar que ele ganha, representando a criação de bens ou serviços que os outros voluntariamente compram, está sujeito a taxas de 40% de imposto, ele será muito menos propenso a trabalhar mais e mais. Em algum momento, o trade-off por prazer é percebido como tendo mais valor do que o trabalho, o que significa que a provisão de valor para os outros atinge um limite precoce.

 

Pior, o empresário em desenvolvimento tem menos capital, o que se traduz em menos produção e menos compras das ferramentas, dos equipamentos e do treinamento contínuo necessários para aumentar a produtividade – diminuindo assim a oferta de bens e serviços que de outra forma seriam disponibilizados a terceiros.

 

Os investidores são muitas vezes de uma raça diferente. Eles geralmente não param de investir, tornando-se alvos suculentos para uma tributação exorbitante. No entanto, os impostos retiram de seus cofres os fundos com os quais criam instrumentos, equipamentos e maquinários necessários para o uso dos trabalhadores-produtores instruídos, formados ou qualificados.

 

Tais fundos são transferidos para as mãos do governo, que em geral simplesmente transfere fundos e, quando investe (como em infraestrutura e educação) tem provado de novo e de novo ser um medíocre investidor (pensa na Solyndra). Pela falta de um mecanismo de feedback informando se está fazendo um trabalho ótimo, bom ou péssimo – especificamente, um lucro ou um prejuízo que ameace colocar o investidor fora de mercado (ou realmente o faz) por não agradar o rei consumidor – bens e serviços não são tão eficientemente fornecidos.

 

Se, em vez disso, os investidores pudessem manter seus fundos e investir, todos nós seríamos mais ricos – incluindo aqueles de nós que ganhamos a vida usando caminhões e computadores.

 

Depois de certo ponto, as pessoas ricas investem. Elas muitas vezes vivem muito abaixo das suas condições e investem o resto. Logo, são realmente elas que se beneficiam de seu capital? Não. São as bilhões de pessoas que se beneficiam com os bilhões investidos em fábricas de microchip; e os bilhões que se beneficiam das instalações para a produção de carros; são as milhões de pessoas que se beneficiam de passeios na Disneyland todos os anos, onde a maioria dos americanos podem fazer vários passeios de milhões de dólares ao preço de um dia de trabalho ou menos.

 

Os benefícios do capital – de propriedade tanto de super ricos como da classe média-alta, em grande parte através de contas de aposentadoria, investindo montantes mais modestos – são fornecidos para nós, desde smartphones e laptops, até viagens à Disneyland e cruzeiros oceânicos – para o nosso proveito por uma pequena fração do custo desse capital. Bilhões para o deleite e benefício de bilhões.

 


Pare com os impostos

 

Portanto, baixas alíquotas marginais de imposto sobre aqueles de rendimento elevado são desejáveis não porque eles precisam do dinheiro, mas sim porque nós precisamos – sob a forma de capital, que inclui fundos investidos. Somente isso cria as instalações e equipamentos que produzem nossos smartphones e aviões e navios de cruzeiro tornando possíveis nossas férias em lugares distantes nos quais apenas um século atrás nossos ancestrais não podiam sequer sonhar.

 

Este capital também é a mãe da igualdade de renda: quando você considera todas as “coisas” que temos hoje, que ou não existiam há cinquenta anos, ou existiam mas para as quais seu custo desabou, o capital iguala o poder de renda para os não-qualificados, fracos e enfermos.

 

Considere: quase qualquer um pode operar máquinas que fazem a grande maioria do trabalho – a produção – e ganhar uma renda decente. Uma pessoa com um QI de 120 não tem qualquer vantagem sobre outra com um QI de 80 ao operar um grande equipamento; nem uma pessoa de 110 quilos tem uma vantagem sobre outra que pesa 55 quilos. Um homem não tem vantagem sobre uma mulher programando ou operando um computador. Os não-deficientes têm pouca ou nenhuma vantagem sobre os deficientes na criação de imagens de computador.

 

Alíquotas de impostos baixas e uniformes criam uma fonte de capital. Pessoas de renda média a alta que não consomem todos os seus ganhos investem suas economias e criam o capital necessário para a indústria e os equipamentos – as fábricas de microprocessadores e caminhões – que criam um padrão de vida mais alto para todos, incluindo os pobres, enfermos e deficientes.

 


Notas:

[1] Todas as contas desse parágrafo fazem referência ao sistema tributário americano. Mesmo sem conhecer tal sistema, no entanto, é fácil entender o ponto do autor. (N. do E.)


Autor:
 Doug Thorburn.
Artigo original aqui.

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