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abr 30, 2020
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Risco de contágio: uma breve análise

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A “pandemia” serve para provar mais uma vez que qualquer serviço que se presta pelas mãos do estado ou mesmo é regulado por ele é ineficiente e dispendioso. Vejam o quão despreparados estão os sistemas de saúde a nível global.

E não venham dizer que é por causa do setor privado: pois justamente agora os governos se voltam para os hospitais particulares a fim de buscarem uma solução para o problema que eles, os burocratas, permitiram acontecer. A superlotação e as deficiências do sistema de saúde a nível mundial são evidentes e isso foi arquitetado de forma intencional. Isso foi, de fato, uma caminho a se trilhar até chegarmos no estágio atual. Infelizmente, os construtores dessa trama ardilosa conseguiram alcançar seus objetivos.

Se o vírus é, de fato, uma ameaça mortalmente perigosa (não acredito que seja tão diferente de uma gripe comum), por que não se permite os testes em farmácias e mesmo o desenvolvimento de medicações sem a necessidade de uma sabatina burocratizada de órgãos governamentais?

A resposta é: eles não querem uma solução que altere os planos maquiavélicos postos em execução.

É necessário arruinar tudo para que um estado global surja como a solução permanente e inconteste desses problemas. Porém, é necessário entender algo em definitivo: arruinar tudo não significa destruir as finanças de quem está por trás disso, pelo contrário, trata-se da potencialização do poderio de influência desses sociopatas que se julgam donos do mundo e estão na contramão de tudo o que está acontecendo pois, apesar de tudo o que está acontecendo, estes estão a se enriquecer com a desgraça econômica do resto da humanidade. Não é sobre o seu bem-estar físico que eles falam, mas sim da saúde financeira deles.

Já pararam para pensar o quanto de recursos já foram sugados pelos burocratas e políticos desde quando começou a “pandemia”? Cada prefeito ou governador que declara calamidade não busca a solução desse problema, mas simplesmente a injeção de recursos que serão parcialmente absorvidos por notas fiscais superfaturadas. A pandemia fez muita gente esquecer o que sempre aconteceu na política. Lógico que a corrupção não é, para nós anarquistas, o problema principal, mas ela é uma prova cabal de que a retórica em torno da ideia dos recursos “públicos” não passa de uma falácia, uma abstração conceitual amplamente difundida com o objetivo de fazer as massas crerem que a política é necessária para tratar problemas. Políticos não se preocupam com sua saúde e nem mesmo com as suas finanças pois os objetivos pessoais e políticos deles estão bem acima de qualquer interesse, até mesmo o dito “interesse público”.

Há vários elementos demonstrando que o alarmismo é benéfico aos governantes, de modo que seria ingênuo acreditar que eles não estão superdimensionando a gravidade do suposto problema. Seria ingênuo crer que não estão inflando estatísticas de morte por COVID-19 e ainda mais ingênuo acreditar que a grande mídia não está recebendo recursos para disseminar o medo.

Não sejamos hipócritas e nem mesmo covardes. O fechamento da atividade industrial e comercial levou inúmeras empresas à falência, muitos empregos foram perdidos e outros mais deixarão de existir. Se tudo voltasse ao normal hoje, ainda assim as consequências desastrosas seriam sem precedentes. No entanto, volto a repetir que essa crise não chegará nos políticos e nem nos arquitetos desse suposto “caos”.

Ninguém tem o dever de se sacrificar por uma causa. Seja esta causa um clamor coletivo, político ou unipessoal, o risco de terceiros se infectarem não deve ser arguido como justificativa para impor restrições, procedimentos e o encerramento da atividade empreendedora. Isso é bem simples de entender conforme as conclusões seguintes:

a) um risco pode ser descrito por uma fórmula probabilística, mas nunca ser transcrito para uma realidade factível. Para exemplificar podemos citar o seguinte: quando você dirige um carro numa rodovia você corre sério risco de morte e, esse risco poderia ser dirimido se as estradas fossem planejadas, construídas e sinalizadas adequadamente, mas isso não acontece. Ainda assim os políticos alegam que os acidentes acontecem por causa da imprudência dos motoristas. Eu fico surpreso com o fato deles não aplicarem a mesma lógica para a suposta “pandemia” do COVID-19.

b) o risco inerente ao contágio de uma moléstia ou vírus pode ser dirimido ou eliminado pela ação adequada de proteção individual. O dono do estabelecimento não tem qualquer dever de cuidar dessa questão, mas o cliente que se arrisca em lugares onde existe aglomeração é quem deveria se preocupar com isso optando ou não pela proteção. Fica claro que sempre ficará a cargo do cliente escolher se vai adentrar um estabelecimento que comprometa sua saúde expondo-a a um grande risco (probabilidade) de contágio. De modo prático, um indivíduo em sã consciência não adentraria um estabelecimento caso não pudesse se precaver individualmente de um possível contágio ou mesmo se o proprietário não oferecesse meios de evitar essa situação. Essa seria a lógica num ambiente social sem intervenção estatal.

Entende-se que o risco traz uma perspectiva de incerteza e os deveres não podem ser impostos arbitrariamente. Deveres não se caracterizam por uma coação para reparar danos definidos sem consenso, mas se dão por uma relação voluntária entre as partes que acordam obrigações de uma para com a outra ou mutuamente. É daí que nasce corretamente um dever de fazer ou não fazer algo. Não há dever quando alguém te impõe unilateralmente o que fazer. Isso é nada mais nada menos do que escravidão.

Diante do quadro atual percebe-se que o palco está montado. É você quem decide se fará parte desse teatro ou se lutará para desmascarar a farsa e opressão a qual estamos sendo submetidos. A maioria não consegue perceber qual é a causa primária de todos os problemas, a saber o próprio estado na figura de seus controladores ocultos. Ocultos não para nós, anarquistas e voluntaristas, que temos a percepção real do que está acontecendo, mas para uma grande quantidade de pessoas que está aprisionada em discursos políticos, guerras de narrativas ideológicas e muitas outras distrações fornecidas pelas forças “ocultas”. É necessário combater o inimigo correto fugindo de espantalhos. Devemos guardar energias para nos defendermos ao menos parcialmente dos efeitos deletérios da ação desses grupos.

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Sociologia
https://libertarianstudiesbrazil.wordpress.com/

Gestor de Processos Gerenciais com especialização em Business Intelligence e Gestão Competitiva. Trader de criptomoedas e libertário purista. Contribui para os sites Foda-se o estado e Cidades Empresariais. Fundador da página Tenda Libertária e do site Libertarian Studies.