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7 meses atrás
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A polícia não é a solução!

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A onda de violência não é causada pela ausência da polícia estatal, mas sim pela presença da polícia estatal.

Perceba que os crimes e o caos que assolaram o Espírito Santo, não chegam nem perto de serem tão ruins quanto o caos que o estado causa todos os dias. Some todos os prejuízos financeiros desses crimes e compare com o valor que nós pagamos em impostos. Você verá que esse valor roubado não chegará nem aos pés do roubo do imposto. Agora, quem é que te força a pagar o roubo do imposto e garante que você vai ser punido se não pagar? Exatamente a polícia estatal, a mesma que entrou em greve causando essa onda de crimes. A função dessa polícia é te desarmar impedindo você de se defender, se você se defender de um agressor que estiver invadindo sua propriedade, a polícia irá te punir. A função dessa polícia é te prender se você não pagar impostos. Ou seja, a polícia além de promover um roubo muito maior do que esse pequeno caos que aconteceu, ainda te obriga a estar indefeso, permitindo que você seja roubado por esses criminosos menores e amadores – que não são nada comparado com os ladrões e os assaltantes profissionais do estado e seu braço armado, a polícia. Nós realmente achamos que os bandidos amadores que saqueiam os supermercados são piores que o estado? O estado todo mês rouba mais de 40% de tudo que você compra no supermercado para financiar o seu aparato de coerção e nós nos calamos.

A polícia não é a solução, ela é o problema. Ela se manteve ali fragilizando a sociedade durante sua atuação, exercendo seu poder e fazendo valer a maldosa constituição, impedindo o povo de ter armas, proibindo a população de formar milícias populares e polícias privadas. Impediram que o povo aprendesse a se defender sozinho, patrocinando a agenda de engenharia social pró-bandido implantada pelo fascismo/socialismo de esquerda ou direita, cuja ferramenta de aplicação prática é a polícia estatal local. Assim, o povo sempre fragilizado, colocou sua segurança nas mãos do estado e da sua polícia, nunca assumindo a responsabilidade. De repente a polícia está em greve e temos o caos, por quê? Pois o povo não se preparou. Esse é o resultado de confiar no estado. Da mesma forma que na economia nós temos os termos técnicos “boom” (quando o estado expande o crédito) e o “bust” (quando o estado é obrigado a parar de emitir crédito), isso também acontece no campo moral. Quando existe uma polícia estatal, o povo se desacostuma de cuidar da sua própria segurança por mais ineficiente que a polícia seja. Mas quando a polícia sai, nós temos esse baque – esse “bust” -, esse período necessário de reajuste. A população começou a aprender a se defender sozinha e vimos a formação de milícias.

Observamos as pessoas se armando e caçando assaltantes na rua, com vários vídeos de pessoas atirando nos meliantes. E isso sim é o certo. Se deixarem as pessoas se armarem e continuarem caçando os assaltantes que você verá rapidamente toda essa onda de criminalidade acabando e os criminosos se cagando de medo.
Mas quem impede que isso seja feito? É o maldito estado através da sua polícia.

A solução é deixar a ordem espontânea acontecer. Insistir na polícia estatal é reforçar o erro e a intervenção do exército, a longo prazo, com certeza será pior do que deixar o povo se defender.
Os policiais estão lá, suas armas estão lá e o treinamento eles tem. Qual o problema então que impede a população de contratar esses mesmos homens para trabalhar como seguranças privados? O problema é o estado, as forças armadas e a constituição.

Por que a polícia não se divide em várias polícias concorrenciais? Por que ela não faz o serviço de proteger o povo? Por que os bons policiais não acabam com os maus policias e concorrem entre si?
Primeiro, existe um demônio engessante do mercado de segurança chamado Constituição. Os fãs do Bolsonaro, os lambedores de coturno, adoram falar que a polícia “só segue ordens”, não conseguindo enxergar que uma instituição que vive de seguir ordens de bandidos também é bandida. Se a polícia fosse uma polícia de verdade, se fossem protetores do povo, a primeira coisa que eles fariam seria meter bala nos políticos. Os soldados nazistas estão desculpados? Alguém que segue Hitler e executa suas ordens é provavelmente pior que Hitler.
Segundo, a população apóia a sua própria agressão. No momento em que você defende a existência de um estado, no momento em que você defende o roubo através de impostos e a submissão do seu semelhante sob um governo sem que ele queira, a brecha pro mal foi aberta através da sua falha moral – responsável pelos saques que aconteceram. Com a greve da polícia, a população deveria pensar em se defender, mas a primeira coisa que ela fez foi saquear os supermercados.
Deveríamos nos armar pesadamente e aproveitar que não tem polícia para fugirmos do roubo estatal. A falha moral é pior que o próprio estado. Enquanto existir uma falha moral, vai ter a polícia estatal e quando ela sair vai ocorrer o caos – e o ciclo continua.

A população é sim capaz de expulsar quem está atrapalhando a segurança, o problema é quando ela é mal acostumada e fragilizada pela existência de um monopólio estatal que impede a existência de concorrência policial. Somente o livre mercado pode ser a força motriz do próprio expurgo das polícias ruins.
Por que o policial bom não acaba com o mau policial? Pois não há concorrência.
Um dos efeitos do policiamento estatal é impedir o armamento do cidadão de bem, e na hora que a polícia estatal sai de cena, a assimetria de poder é revelada: os bandidos fortemente armados e a população indefesa.

A polícia prefere caçar pessoas honestas, pessoas que cometem ‘crimes’ sem vítima, pessoas que produzem, para que elas paguem impostos, para que elas sejam desarmadas e permaneçam indefesas para continuarem sendo agredidas e roubadas pelo estado.
Muita gente disse que esses caos foi um exemplo da ausência de estado. Não, esse problema é um exemplo da presença de estado, o fato das pessoas estarem indefesas e não poderem caçar bandidos é causado diretamente pelo estado. Esse problema mostra o resultado do estado, e não da sua ausência. Sem o estado, as pessoas honestas não iriam tolerar serem assaltadas e agredidas – nem pelo estado nem por bandidos amadores.

Por óbvio não é nada seguro argumentar com agressores e a melhor forma de pessoas honestas se defenderem e garantirem o direito legítimo de suas propriedades e de suas trocas voluntárias contra esses agressores, é através das armas.

 

Não se esqueçam de ler outro artigo meu correlacionado a esse!

E assista aos seguintes vídeos:

Alexandre Porto – Caos no Espírito Santo
Paulo Kogos – Crise no Estado do Espírito Santo
Roberto Pantoja – O Colapso do Espírito Santo
O Agorista – Não haveria terrorismo numa sociedade libertária
                    O Agorista – Armas X Drogas


Se
você ainda não tem certeza de que imposto é roubo, clique aqui.

E clique aqui para ler um artigo completo sobre o funcionamento e a gestão de sistemas de justiça e segurança numa sociedade sem estado.

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Direito e Ética
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É estudante de Cinema e Audiovisual, músico, técnico em Multimídia, adepto do Agorismo Konkinista e praticante de táticas contraeconômicas.