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À Beira da 3ª Guerra Mundial: A guerra continuará até desencadear um colapso econômico

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Uma das principais tendências do fim do ano sabático de 2016 é a emergente guerra no Oriente Médio, esta possui todos os indícios de se transformar em um conflito semelhante ao da II Guerra Mundial e, a cada dia, ela se torna mais perigosa e mais extremista. Essa pode ser a guerra que finalmente desencadeará o grande colapso econômico que vem sendo planejado. Certamente, as nuvens tempestivas de guerra estão se formando, como viemos cobrindo.

De fato, na quarta-feira – 14 de outubro de 2016 – Barack O’Bomba decidirá se deve ou não direcionar ação militar dos EUA contra a Síria – em parte devido ao bombardeio em Alepo feito pela Rússia. Obama foi forçado a pensar tal decisão, já que os russos – associados aos sírios – estão ganhando a guerra. As guerras na Líbia, Iraque e agora na Síria são guerras dos banqueiros e são destinadas a redesenhar o mapa do Oriente Médio, enquanto aumentam os encargos militares do Ocidente – especificamente os encargos americanos (pagos pelos pagadores de impostos).

Enquanto isso, a propaganda continua a ganhar força no ocidente, com os Estados Unidos e a OTAN proclamando constantemente os perigos do terrorismo que os próprios fomentaram. Neste sentido, as guerras são completamente artificiais e podem ser encerradas pelo Ocidente a qualquer momento. Ao invés disso, as potências ocidentais estão alimentando as chamas ao passo que a Rússia e a China também estão iniciando o abastecimento de suas fogueiras. Do ponto de vista russo, os ataques não são nada opcionais e embora a Rússia não se envolvesse em ataques ocidentais há anos, agora que os ataques chegaram à Síria, os russos resolveram responder fogo.

A Rússia iniciou bombardeando os terroristas do ISIS que – como observado por generais russos – ainda não tinham sido bombardeados pelos americanos de forma alguma. Agora, a Rússia está provendo cobertura aérea e bombardeios para os ataques de Assad em Alepo, um grande centro urbano, que ele quer recuperar e que seria visto como um grande revés militar para os EUA. O Obama pode decidir por não entrar em confronto em Alepo, mas o fato de considerar uma ação direta contra a Síria e a Rússia denotam o quanto o mundo está próximo de uma guerra entre as superpotências.

 

Um tempo louco

Este é um tempo louco para se viver, não é mesmo? Entre a guerra e a depressão econômica, é difícil saber para onde nos voltarmos. As coisas estão se intensificando em inúmeras direções. Por exemplo, recentemente foi anunciado que forças chinesas estão se dirigindo à Síria para se unir a Rússia na luta contra o Estado Islâmico – que é na verdade o governo americano e a CIA.  De fato, os navios militares chineses estão aparentemente se dirigindo para o Oriente Médio também, o que adiciona mais um elemento para esse massivo confronto.

Forças do governo sírio, cada vez mais apoiadas pelo poderio aéreo russo, estão retomando Alepo, como mencionado acima. O sucesso Sírio quanto a Alepo tem criado problemas para o Pentágono, e – foi provavelmente por isso que – Hillary Clinton o mencionou durante o último debate presidencial, onde ela defendeu a criação de “zonas inseguras e seguras para vôo” na região.

Essa sugestão foi prontamente rebatida por figuras de ambos os partidos nos EUA, que reconheceram que declarar uma zona insegura para vôos em Alepo iria quase que imediatamente criar uma guerra entre a Rússia e os EUA, possivelmente incluindo armas nucleares.

A Rússia já parece estar envolvida em hostilidades bem além do que tem se passado nos céus. Na quarta-feira, disparos de morteiro foram realizados contra a embaixada russa em Damasco. O ataque durou duas horas, e talvez, tenha almejado enviar uma mensagem à Rússia a respeito de seus planos de estabelecer uma base aérea permanente na Síria.

Ao passo que os Estados Unidos não estão sofrendo ataques diretos de artilharia na Síria, eles estão sofrendo no Iêmen onde o Houthis, associados ao Irã, dispararam dois mísseis na direção de um contratorpedeiro americano no Mar Vermelho. Em retribuição, as forças americanas bombardearam um sistema de radar na área.

Enquanto isso, as agências de inteligência americana afiliadas foram acusadas de apontar mais do que mísseis para a Rússia, onde o motorista predileto do presidente Putin foi morto no evento que muitos têm sugerido ser uma tentativa de assassinato. As imagens de circuito interno feitas na Avenida Kutuzovsky em Moscou revelam um outro veículo cruzando a pista central para bater frontalmente com o BMW presidencial que Putin estaria normalmente dentro… mas não estava neste dia.

Putin não se pronunciou diretamente sobre o acidente, mas um de seus aliados ultranacionalistas russos emitiu um comunicado dizendo aos eleitores dos EUA que a alternativa à presidência de Trump é… uma guerra nuclear. Vladimir Zhirinovsky – que é bem conhecido pelo seu estilo confrontador –  disse em uma entrevista que Trump era a última esperança para redução das tensões entre Moscou e Washington.

 

Isso tudo é encenação?

Se há uma coisa que eu aprendi sobre como os conflitos da elite mundial são gerenciados é a de que usualmente os dois lados estão ávidos em agravar a tensão. De maneira geral, é tudo fabricado. Porém, isso não faz os conflitos serem menos perigosos. Tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra Mundial foram desenhadas de maneira similar – ambos os lados cooperando para criar tensões militares que eventualmente explodiram e que acabou matando centenas de milhões.

A Primeira Guerra Mundial matou 40 milhões. A Segunda Guerra Mundial matou 70 milhões. Quantos morreriam numa Terceira Guerra Mundial? Ninguém sabe, mas, dado o arsenal nuclear de ambos os lados, estamos de acordo com Einstein de que a 4ª Guerra Mundial poderia muito bem ser travada com paus e pedras.

Recentemente, os russos aumentaram consideravelmente o alarmismo nacional sobre as ações do Ocidente. Por exemplo, os russos acabam de ser informados para trazerem familiares e parentes de volta para a Rússia. Neste aviso severo, os russos também foram avisados que suas carreiras profissionais e “promoções” poderia ser afetadas se não conseguirem seguir esta diretriz.

A Rússia está também montando um exercício militar de auto-defesa que, supostamente, envolverá 40 milhões ou mais. Essa movimentação maciça de pessoas e de armamentos, baseada na perspectiva de guerra, servem bem para a agenda de Putin. Ele está ganhando mais e mais poder sobre a sociedade russa como consequência da gritante agressão ocidental.

Geralmente, o Ocidente e a Rússia avançam lentamente e param bem antes da possibilidade de um conflito acidental. Porém, assim como os EUA parecem estar agindo com agressividade incomum, a Rússia também o está fazendo. Jatos russos têm apertado tropas terrestres e navios de guerra dos EUA numa postura de confronto, enquanto a Rússia afirma que a movimentação da OTAN no Oriente Médio e ao redor da Ucrânia são “passos agressivos”.

 

A Guerra é procurada por razões econômicas

Com tantos riscos iminentes, você pensaria que ambos os lados tentariam recuar em suas agressões. Porém, isso acontece pressupondo que a guerra não é desejada. Como sabemos, e escrito em meu livro “Shemitah Trends“, a guerra é uma parte necessária do controle da elite. Nesse caso, a guerra em expansão na Síria, que está gradualmente colocando a Rússia contra os EUA, irá agir como o gatilho para um colapso econômico.

O colapso por sua vez dará início a mais caos e à expansão da globalização. Pode-se ver as preparações ocorrendo. Na superfície, há explicações para tudo, porém, abaixo dela há um plano de operação.

Desde 2008, os Bancos Centrais ao redor do mundo têm impulsionado a liquidez, enquanto empurram as taxas de juros à níveis ridículos, até mesmo negativos. Isso não pode resistir por muito tempo e não tem esse propósito, destina-se a criar uma bolha titânica que irá inevitavelmente estourar.

A inflação monetária do Banco Central não vai ser culpada pela quebra catastrófica e a depressão mundial subsequente. Em vez disso, algum tipo de combate militar vai ser o culpado. Por sua vez, isso vai dar àqueles que controlam os bancos centrais uma negação plausível: “Não foi o Banco Central que causou a quebra mas sim uma guerra mundial imparável”.

Aqui está como o ZeroHedge colocou em um artigo intitulado “A marcha para a Terceira Guerra Mundial”: “Ao longo dos últimos três anos, o governo americano e os papagaios patéticos da mídia mainstream acusaram a Rússia de toda e qualquer transgressão possível, exceto por (talvez) chutar cachorros e molestar crianças. Deve-se suspeitar fortemente que todas essas mentiras e insinuações tinham (e têm) um propósito. E o mais provável – de longe – é a orquestração da III Guerra Mundial.”

O que está acontecendo mundialmente é tão amplo e tão mal em seu escopo que é difícil de se entender completamente.

Fique conosco – e junte-se à nossa crescente comunidade mundial de vigilantes do dólar – para você ter noção do que e quando está acontecendo: O que vai acontecer é literalmente incomparável em toda a história humana e você precisa proteger a si e a sua família, o tanto quanto for possível.

E eu prometo ajudar a posicionar os nossos leitores da melhor maneira possível para sobreviver e prosperar através do que está por vir: uma guerra mundial e uma depressão econômica global que irá criar uma combinação terrível de eventos, mas se você se preparar com antecedência, vamos estar um passo à frente no confronto que está por vir.

 

Artigo original aqui.
Tradutores: Larissa Guimarães, Rafael Turon, Daniel Oliveira, Gabriel Philbois e Jean Pimenta.

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é um libertário anarcocapitalista. Um guerreiro da liberdade que luta contra os dois maiores inimigos da humanidade: o estado e os Bancos Centrais. Ele é o fundador do "The Dollar Vigilante" e host de um podcast em vídeo popular chamado "Anarchast". Jeff é um eminente apresentador em várias conferências mundiais sobre liberdade, investimentos e criptomoedas, incluindo sua própria - a maior conferência anarcocapitalista - "Anarchapulco", e também na mídia como o CNBC, Fox Business e Bloomberg. Jeff também posta conteúdos exclusivos diariamente na nova rede baseada em Blockchain de mídia social, o Steemit.

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