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O mito da autoridade

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A fé absoluta que um povo acredita no estado, é proporcional a transformá-lo em uma organização tirânica, e o restante das pessoas, em escravos estúpidos.

 

Ao contrário do que muitas pessoas assumem, o maior sofrimento, a maior parte da injustiça e conflito no mundo não é resultado da ganância, ódio ou intolerância. Na verdade, a maior desumanidade no homem, é o resultado de uma crença. Uma superstição irracional, compartilhada por praticamente todas as pessoas: a crença na autoridade.

Generais e outros militares de alta patente prestando continência para a ex-presidente Dilma

Os maiores roubos, fraudes, agressões e assassinatos em massa que aconteceram na história, não são causados por indivíduos agindo pela sua própria ganância e malícia, mas por indivíduos que estão dispostos a obedecer ordens de psicopatas gananciosos e maliciosos que trabalham para organizações chamadas de “governos”. O problema em questão não são essas pessoas, mas sim o sistema que faz com que seja possível que elas cheguem a um cargo que possa comprometer a vida de todos.

Soldado prestando continência ao general brasileiro Mourão

Sim, a ideia de se existir um governo, é a ideia que mais matou na história do mundo.

As piores atrocidades na história, são resultado de um pequeno número de pessoas verdadeiramente abomináveis adquirindo posições de poder, manipulação e controle, combinando com um vasto número de pessoas comuns que acreditam nessas poucas pessoas e as vêem como “autoridades” ou “deuses” que devem ser obrigatoriamente obedecidos.

O “império da lei”, a “ordem” e o “progresso” sempre tem sido o que leva os pagadores de impostos a financiarem e empoderarem regimes opressivos, tirânicos e autoritários.

O problema é que a maioria das pessoas boas, perecem e contribuem para a sua própria ruína por acreditarem nessa mentira de que quando a agressão, o assalto e o controle são cometidos em nome dessa lei, isso é legítimo, moral e até mesmo necessário.

Famílias tirando fotos com militares durante manifestação política

Não! O mal nunca foi, nem nunca será necessário!

A crença na autoridade, é um truque que engana as boas pessoas para acreditarem que é correto ser a favor da injustiça legalizada.

Não existe nada mais errado e absurdo do que o pensamento de que de alguma forma o mal pode ser minimamente necessário.

Se em tese: lei, governo e democracia são parâmetro para moral e para a ética, então soldados nazistas que estavam seguindo a lei, o governo e um sistema democrático estavam corretos em terem tiranicamente assassinado várias pessoas, assim como guardas judeus nos campos de concentração também estavam corretos em infligir todo o mau aos seus conterrâneos por estarem apenas seguindo ordens.

Obviamente que não estavam certos! O governo coletivista deles é que achava que estava, assim como o governo democrático sob qual eu e você vivemos, que acha certo nos obrigar a nos submeter a um suposto contrato social invisível.

Essa situação se deve ao fato de que fomos levados a acreditar por um longo período escolar, que a democracia e a hierarquia não-voluntária são coisas normais, e não conseguimos nos imaginar em um sistema melhor ou eticamente superior por causa da criatividade que no foi tirada nas salas de aula. Afinal, foram muitas horas de doutrinação em frente a uma grade curricular ditada pelo estado.

Crianças sendo doutrinadas ao patriotismo, ao respeito e reverência à pátria e suas instituições

A maioria das crianças são ensinadas que a obediência à autoridade é uma virtude e até mesmo a maioria dos adultos continua pensando que se submeter a uma classe política dominante e manipuladora é o que faz uma boa pessoa.

Não é!

Muito pelo contrário, para ser um humano bom e moral, a premissa básica é ter correta compreensão do que é certo e do que é errado, e tomando consciência disso, sempre optar por fazer a coisa certaindependentemente de quando as supostas autoridades estabelecidas dizem para você que não!

Até porque elas não são autoridades legitimamente e voluntariamente escolhidas por você.

Nunca!

Nunca deve se usar leis feitas por um monopólio coercitivo como o estado, como base para definir o que é certo e o que é errado, ou o que é bom ou ruim para todas as pessoas.

Até por que se formos levar em conta toda a população que clama cada vez mais por menos corrupção e mais direitos fornecidos por esse agressor imundo chamado estado, deveríamos viver num mundo perfeitamente justo e ético. Mas no estado democrático, o que acontece na prática é exatamente o contrário do que se propõe na teoria e na intenção. É a legitimação da agressão que causa o caos e a demanda por políticos messiânicos que vão trazer a paz e a prosperidade.

Político Jair Bolsonaro sendo recepcionado em aeroporto

De boas intenções, o inferno está cheio!

Se você estivesse preso em um campo de concentração, feito por um sistema democrático, seria também contra guardas corruptos transgressores da lei?

Justamente por isso, as regras básicas para ser uma boa pessoa são bastante simples: trate todas as pessoas como se elas não tivessem que se submeterem a “autoridades” e fossem donas de seus próprios corpos e do produto do que elas fazem com eles, porque na verdade, elas são e elas não devem nada pra ninguém, muito menos para um político!

Isso quer dizer que você não deve atacar, roubar ou sequer iniciar violência contra quem quer que seja. Muito menos autorizar terceiros para que façam isso por você, como é o caso do estado.

Isso inclui votar em alguém que faça isso em seu nome! Quando você se submete a ir a uma cabine de votação, não se esqueça de que você só está legitimando agressão contra indivíduos pacíficos.

Não, você não tem esse direito. Se alguém ataca o seu corpo e a sua propriedade, você tem o direito de se defender proporcionalmente, mas nunca terá o direito de delegar a um terceiro por meio de voto, um direito que você não tem.

Ninguém tem o diteiro de atacar outros, a não ser por legitima defesa. Emblemas, uniformes, votações e leis não mudam esse FATO.

Há virtude e honra em respeitar os direitos de propriedade de terceiros, mas não existe virtude em obedecer leis apenas por uma questão de obediência e servidão a casta política e a nacionalidade.

As vezes uma lei pode coincidir com a moral. Mas assim como as leis contra assassinato, as razões porque assassinatos são ruins, não são porque políticos escreveram essas diretrizes em papéis. Assassinato é errado porque viola a auto-propriedade da vitima, ou seja: viola o corpo que pertence somente a ela, segundo o Princípio de Não Agressão.

Podemos deduzir isso logicamente por um artifício que o ser humano tem que é chamado de razão.

Razão é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas básicas. É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem explicações para causas e efeitos. A razão é particularmente associada à natureza humana, ao que é único e definidor do ser humano.

Se fossemos contra a razão humana e as leis contra assassinato fossem revogadas amanhã, autorizando algumas pessoas cometerem assassinatos sem motivação aparente, (como já aconteceu ao longo da história) assassinatos ainda continuarão sendo errados!

Na verdade, há muitos exemplos históricos onde pessoas boas foram considerados criminosos, transgressores de leis, rebeldes, subversivos, anti-patrióticos e traidores pelos seus governos.

Nada mais injusto!

Quando a lei vai contra o que é logicamente e eticamente certo, é o dever de toda a pessoa decente desobedecer e resistir!

Políticos nos tratam como se nós não soubéssemos o que temos que fazer quando eles não nos dão permissão. Será que pensam que ainda somos crianças?

Desobedeça!

Qual é a premissa básica para afirmar que a moralidade e a capacidade intelectual de um político é superior a minha e a sua? Como é possível que políticos podem ter o aval para comandar as nossas vidas e ditarem o que é o melhor para elas?

Nos dias de hoje, poucos se atrevem a ir contra qualquer suposta autoridade estabelecida. Pessoas são treinadas para participarem das eleições dentro do sistema político, que simplesmente dá autorização para que os manipuladores se apropriarem de recursos de terceiros, e estimulem o povo a mendigar altruísmo e benevolência.

Não obstante, pessoas decentes são levadas a acreditar que controlar e roubar os seus vizinhos é perfeitamente aceitável e justo, desde que façam isso por meio de um processo político-democrático.

Tiranos amam, quando podem induzir outras pessoas a torcerem pelo roubo aos seus semelhantes, e dar o aval para que forçosamente todos os controlados obedeçam regulações, legislação e se submetam a cobrança abusiva de impostos.

Em suma: o processo político foi arquitetado com o objetivo de enganar o indivíduo e fazer com que ele mesmo demande a sua própria subjugação e a subjugação de todos a sua volta.

Subjugar-se é escravizar-se!

Enquanto possível que aqueles que estão no poder da legislação, puderem enganar as pessoas argumentando sobre como o governo deve ser usado e quanto alguém deve ser controlado, ao invés de dar as razões lógicas e racionais de porque é que sequer um governo deve existir, as massas manipuladas sempre entrarão em guerra umas com as outras e irão permanecer empoderando tiranos, para consequentemente jogar fora aos poucos, as suas próprias vidas, liberdades e esforços para alcançar seus próprios objetivos e sonhos.

Mesmo assim, pessoas boas as vezes não sentem culpa por tolerar que seus semelhantes sejam roubados e dominados. Isso se deve ao fato de que foram doutrinados a crer que quando a extorsão e o assassinato se chamam tributação e execução das leis, isso não é apenas moral e apropriado, mas é necessário para a “sociedade”.

Muito raramente pessoas reconhecem que a única maneira que elas terão liberdade e desenvolvimento é permitir que todas as pessoas, (incluindo as pessoas que não gostam, não aprovam e têm um pouco em comum) também tenham liberdade de opinião e ação.

Enquanto as pessoas continuam jogando o jogo onde discutem sobre qual tipo de poder oportunista político deve estar executando o comando das coisas, não haverá liberdade e justiça para ninguém.

Todos os governos do mundo legalizam a agressão e a extorsão. Tudo o que é chamado de imposto ou lei é uma ameaça de violência.

Em um nível, todos sabem disso, os políticos por meio do processo legislativo dizem a todos o que eles tem que fazer ou não, e quem for pego desobedecendo será roubado ou preso em nome da lei.

A velha noção do direito de controle dos reis mudou para o direito de controle dos políticos… E com resultados semelhantes ou até piores.

De fato, a crença no governo é essencialmente uma religião, a religião mais perigosa e destrutiva da história.

Apoiadores do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, senador Bernie Sanders

Centenas de milhares de seres humanos foram assassinados por seus próprios governos. Muitos milhões a mais, morreram em guerras criadas por esses governos. Outros bilhões, foram roubados, assediados, aterrorizados, dominados e oprimidos pela força das classes políticas dominantes.

E estão sendo até os dias de hoje, incluindo os lugares onde os governos são constitucionais e as pessoas são democraticamente eleitas.

Sim, as vezes os agentes do governo tentarão parar outros agressores, mas cada governo é por si só uma gangue de ladrões e bandidos.

Na verdade, os ladrões privados nunca e em lugar nenhum chegaram perto de roubar a quantidade de riqueza que o governo confiscou por meio de impostos. As guerras travadas pelo governo, aniquilam completamente o assassinato e a violência cometidos por bandidos privados e isolados, sendo claramente um problema de proporções agressoras, muito maiores e piores.

Claro que existem pessoas tóxicas e desagradáveis no mundo, e ainda haveria sem o governo. Bem por isso as pessoas boas precisam ter a capacidade e a vontade de se defender contra essas pessoas manipuladoras, agressoras e fraudadoras.

Primeiros colonos americanos revolucionários de Lexington na Província de Massachusetts a se armarem pra lutar contra o exército do império britânico no final do século 18

Nunca terceirize um direito individual a um coletivo!

Se organizar para a defesa da sua auto-propriedade não é função do governo! Isso é de sua responsabilidade e das pessoas que estão a sua volta!

Em vez disso, o governo é a ideia de que algumas pessoas podem ter o direito moral de governar todos os outros. Constituições, eleições e outros rituais dão a algumas pessoas uma isenção de moralidade básica, e torna normal pessoas comandarem outras pessoas sob ameaça de força.

A ideia de que precisamos dar permissão a um grupo de pessoas para nos roubar e nos controlar a força, para que possam nos proteger daqueles que querem nos roubar e nos controlar, é ridícula.

Sim! É extremamente ridícula!

E ainda assim, mesmo sabendo disso… A maioria das pessoas acredita exatamente nisso: que precisamos do governo, o maior bandido e ladrão que existe, para nos proteger de bandidos e ladrões. Olha que zoado!

Para fazer isso soar menos absurdo, as pessoas são doutrinadas a acreditar em uma mitologia absurda sobre democracia: governo representativo é algo que foi feito com o consentimento dos governados.

Existem várias maneiras de provar facilmente que o governo nunca foi, não pode ser e nunca será legítimo.

Por exemplo: As pessoas obviamente não podem delegar direitos que não têm.

Se você não tem o direito de roubar seu vizinho por conta própria, então é óbvio que você não pode possivelmente dar esse direito a algum funcionário público, nem a qualquer outra pessoa.

Nenhuma eleição, nenhuma constituição, nenhum processo político pode fazer o roubo e a extorsão se tornarem morais e justos, mesmo que os políticos façam primeiro um monte de rituais pseudo-religiosos complexos e então chamem essa extorsão de “lei” e esse roubo de “contribuição social”.

Veja esse vídeo:

Também é fácil provar que a única coisa que o governo acrescenta à sociedade, ou que irá adicionar à sociedade, é a violência mais imoral que existe!

Em suma, tudo o que é inerentemente justo a pessoas sendo produtivastrabalhando juntas, cooperando e organizando-se voluntariamentedefendendo-se de atacantes e ladrões, não requerem autoridade especial, você não precisa de um distintivo ou uniforme; não precisa ser eleito ou nomeado para ter o direito de fazer coisas que são justas e boas!

Independente de tudo, faça a coisa certa!

Existe um único princípio que leva à paz e à justiça. Esse principio é ó reconhecimento da vida, liberdade e propriedade das pessoas. O governo sempre será o inimigo desse principio, até o dia em que a humanidade deixar de lado o “mito da autoridade”.

Já passou da hora de ser livre.

Seja um libertário.

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Foto de perfil de Israel Finardi

Anarquista de Livre Mercado, amante de criptoanarquismo, praxeologia, agorismo e economia austro-libertária.