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out 14, 2017
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Mulheres cada vez mais armadas contra a violência no Espírito Santo

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Número de pedidos de posse de armas cresceu no Estado. A presença feminina nos clubes de tiro subiu 40% neste ano.

A sensação de insegurança está fazendo com que mulheres procurem meios de defesa pessoal, inclusive a tentativa de aquisição de armas de fogo, na Grande Vitória. A presença do sexo feminino nos clubes de tiro, por exemplo, subiu cerca de 40%, especialmente após a greve da Polícia Militar, em fevereiro deste ano.

A aposentada Josete Therezinha Penido, de 76 anos, é um exemplo da procura de mulheres por proteção. Ela conta que, como mora sozinha em uma residência, se sente insegura. “Eu não posso ficar à mercê da bandidagem, e idoso é um prato cheio. Então eu vi a necessidade de procurar uma arma”, ressaltou.


A aposentada Josete Penido procurou um clube de tiro por morar sozinha e se sentir insegura

Uma designer de 34 anos, que preferiu não se identificar, também começou a praticar o tiro, influenciada pela falta de segurança. Hoje, ela já incentiva outras mulheres a iniciarem. “Eu procurei, inicialmente, por questão de insegurança. Eu moro em casa, não tinha polícia e eu sozinha ia fazer o quê? No dia que eu comecei, entraram outras três mulheres comigo. Não me arrependo nem um pouco”, disse.

De acordo com o presidente do Clube de Tiro de Vila Velha (CTVV), Cláudio Videira Leandro, foi significativo o aumento de mulheres entre os frequentadores do local. “Com a sensação de insegurança, as pessoas perceberam a necessidade de ter a própria segurança. A mulher é mais visada pelos bandidos, por ser vista como mais frágil. Houve um aumento de 40% do ingresso de mulheres no clube”, afirmou.

Esse aumento também foi percebido pelo despachante de armas Rômulo Santos. Ele contou que desde o início do ano tem dado entrada em muitos pedidos de compra de armas feitos por mulheres. “A procura feminina pela arma de fogo subiu em torno de 40%. Recebemos, por mês, em torno de 15 a 20 pedidos de mulheres para posse de arma de fogo”, ressaltou.

Dados da Polícia Federal (PF) mostram que os pedidos de posse de arma em 2017, somente nos quatro primeiros meses, já chegavam quase à quantidade dos anos anteriores completos. Entre o dia 1º de janeiro e 12 de abril, foram 538 requerimentos registrados na PF. Enquanto isso, em 2016 e 2015, nos 12 meses, os números chegaram a 704 e 749, respectivamente. Ou seja, em três meses, o número de requerimentos foi 70% de todo o ano passado.

 

ENTREVISTA

Morar sozinha em uma casa, em Vila Velha, ser idosa e se sentir insegura foram os motivos que levaram a aposentada Josete Therezinha Penido, 76, a procurar um clube de tiro. Ela disse que pretende comprar uma arma após acabar os cursos.

Há quanto tempo e por qual motivo a senhora decidiu que queria aprender a atirar?

Eu moro sozinha, em uma casa, e ali tem uma bandidagem que age sempre. Eu ainda sou responsável pelo meu neto, que mora comigo desde 9 meses e hoje tem 14 anos. Eu não posso ficar à mercê. E atacar idoso é um prato cheio. Então eu vi a necessidade de procurar uma arma. Frequento o Clube desde o dia 22 de julho. Agora eu sou sócia, quero comprar uma arma leve para ter em casa e quero ter o porte.

A senhora já teve arma antes?

Eu sou viúva de um médico e quando ele era vivo ele arranjou uma arma, mas ficava guardada. Um dia eu fui fazer uma limpeza no armário da minha casa, há pouco tempo, e percebi que a caixa dela estava leve. Eu nem sei quem pode ter roubado, mas fui fazer um boletim de ocorrência e pensei que deveria ter outra.

O que dizer sobre a insegurança de hoje?

A situação está muito complicada. A gente é cercado por bandidos por todos os lados. Bandidos da pesada. Eles são esclarecidos para fazer o mal.

Antigamente era melhor. O relacionamento humano, atitudes e consciência do honesto e do dever eram diferentes (nessa época não havia o Estatuto do Desarmamento). Hoje a gente tem que saber se defender, porque a segurança está faltando em todos os níveis e eu não me entrego facilmente.

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