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ago 23, 2017
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Um comentário que virou artigo: Resposta à crítica de Raphaël Lima ao brutalismo

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Recentemente Raphaël Lima criticou os libertários brutalistas/puristas:

Eis que nos deparamos com uma resposta tão objetiva, coerente e esclarecedora, que achamos que merecia ser publicada nesse site:

 

Na íntegra com referências linkadas:

“Olá Raphael, apesar do clima de treta que está aqui, não vim para ficar dando rage mas sim para contra argumentar contra sua idéia de que o problema do anarcocapitalismo é o brutalismo. Vamos lá!

O primeiro ponto é que essa definição binária do Tucker não descreve a grande maioria dos libertários, inclusive os seus maiores representates, como o próprio Tucker admite no texto dizendo que o brutalista é um tipo ‘ideal’.

O segundo ponto que vou argumentar aqui, e que toma todo o restante do texto, é que o principal problema na luta contra o estado vem da ala dos “extremos humanitários” ou “libertários progressistas” que tanto se vangloriam de que, se não fosse por eles, o libertarianismo seria uma idéia muito menos propagada e atrativa. No entanto, a longo prazo, de nada adianta ter um libertarianismo populista se ele é um libertarianismo errado, que é o que a ala “progressista” defende. Os erros que eles cometem eu vou listar aqui, e vou mostrar que esses erros fortalecem a máquina estatal.

O primeiro erro a ser listado é a defesa de open borders, que é o que muitos “humanistas” defendem. Apesar de ser algo popular e chamativo para a nossa geração millenial, tal medida é fatal para o libertarianismo, gerando incentivos para uma expansão da democracia, do welfare state e gerando, em alguns casos, caos social [1][2][3].

(Já vou deixar escrito aqui antes que alguém venha me dizer que open borders é a única alternativa compatível com a teoria ancap: NÃO, ELA NÃO É COMPATÍVEL. Por ser tratar de propriedade pública, caímos em um conflito insolúvel e, portanto, não podemos extrair nenhuma conclusão diretamente das premissas Anarcocapitalistas [4].)

Outro erro clássico dos humanistas é o desprezo pelas instituições humanas cultivadas por milênios como a família, a moral cristã, a alta cultura européia e as religiões de um modo geral (e sou agnóstico antes que venham me chamar de deus vult). Muitas dessas instituições geram vínculos entre as pessoas (como a família, a religião e a comunidade), além de possuírem líderes que rivalizam, em termos de autoridade, com o estado. Acabar com essas instituições significa deixar o caminho aberto tanto para o estado seduzi-las com sua imensa rede de serviços públicos quanto para se tornar o líder absoluto [5].

O desprezo por uma aristocracia natural também é outro erro [6], que faz parte de um erro mais geral que é a crença na inexistência de hierarquias sociais (boa parte dos humanitários acredita, no máximo, em hierarquias dentro de empresas, e que fora dela não precisa existir nada).

Rejeitar a remoção física, no seu sentido verdadeiro e não os memes, é mais um erro de humanistas que nos perpetuaria no estatismo ou no máximo nos levaria a uma sociedade sem estado que se sucumbiria rapidamente. E quando digo no seu sentido verdadeiro me refiro ao seu conceito retirado de [1] ou de qualquer artigo que fale sobre ela seriamente, ou seja, o de boicotar pessoas com ideias e comportamentos nocivos à anarquia (e que fortalecem o estatismo) e que, no caso de a inconformidade continuar, deve-se excluir e, em última instância, expulsar essas pessoas da sociedade (não violando o princípio da propriedade). A necessidade disso em uma anarquia é clara: não se mantém uma sociedade anárquica com um bando de hedonistas com alta preferência temporal, pois isso geraria incentivos para o surgimento de grupos que dizem defender oprimidos e que, em nome destes, apenas espoliam de quem produz, surgindo assim as primeiras sementes do estatismo. Você como brasileiro sabe muito bem como esse tipo de coisa é possível e provável de acontecer!

A necessidade de conservar as instituições sociais não agressoras é essencial para o funcionamento de uma sociedade ancap, como acabamos de ver, e é algo que nenhum de seus maiores pensadores rejeitaram (Rothbard, Hoppe, Tom Woods, De Soto, Kinsella, Frank van Dun). Se por um lado o pensamento desses brutalistas ‘ideais’ (nas palavras do próprio Tucker) pouco existentes repelem pessoas do pensamento libertário, o pensamento progressista de muitos humanistas destrói o anarcocapitalismo por dentro, tornando os libertários relativistas morais e que, portanto, fortalece o estado.

 

[1] Democracy, the God that Failed, Hans Hermann Hoppe;
[2] Open Borders Are an Assault on Private Property, Lew Rockwell;
[3] The Case for Free Trade and Restricted Immigration, Hans Hermann Hoppe;
[4] A Theory of Socialism and Capitalism, Hans Hermann Hoppe;
[5] What Has Government Done to Our Families?, Allan Carlson;
[6] A Short History of Man, Hans Hermann Hoppe”

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