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A grande mídia aderiu totalmente ao Macartismo

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O senador Joseph McCarthy aperfeiçoou a seguinte técnica nos Estados Unidos: sempre que discordares de alguém, começa a lhe atribuir rótulos logo de cara, em vez de debater suas idéias. Nos tempos de McCarthy, o rótulo da vez era “comunista”. Nos últimos anos, passou a ser homofóbico, latinófobo, islamófobo, xenófobo, etc.

Nos tempos de McCarthy havia muitos comunistas, de forma que por algum tempo sua técnica aparentou ser eficaz. Richard Nixon foi acusado de ser Macartista pois suspeitava que Alger Hiss, funcionário do Departamento de estado e amigão da nata de Georgetown, fosse um agente Stalinista, suspeita devidamente confirmada pelos arquivos soviéticos. A presença de sexistas e racistas na sociedade tem como consequência a facilidade de destruir a vida de alguém bastando rotulá-lo(a) como tal, independente do quão fiel à verdade tal rótulo é.

Hillary dava à tal estratégia a alcunha “a política da destruição pessoal”. Alegava ser vítima de tal estratégia, ainda que a tenha praticado no mínimo tão frequentemente quanto dizia ser sua vítima. Toda sua campanha esteve alicerçada nesta estratégia, e havia esperanças de que ao fim da corrida presidencial a coisa mudaria. Mas não parece ser o caso, e é à grande mídia que estou a me referir.

Caso nos queixemos perante seus patrocinadores (sim, até a NPR, National Public Radio tem patrocinadores), é possível que a grande mídia reveja sua postura, ainda que não pareça muito preocupada com toda a perda de credibilidade que sofreu em virtude de seu comportamento pueril.

Fugindo um pouco do assunto, a ênfase no politicamente correto, e particularmente no uso dos rótulos “racista”, “sexista”, similarmente ao rótulo “classe” (classista?) é geralmente chamada de “marxismo cultural”, e a razão disto é que o próprio Marx disse que tudo a nosso respeito é determinado por nossa classe.

Sob tal prisma não há, por exemplo, algo como “lógica humana”. Há somente a lógica da classe trabalhadora, e a lógica dos patrões, distintas uma da outra, ou polilogismo, como bem disse Mises em “Ação Humana”.

Recentemente, foi notado por Paul A. Cantor que a esquerda tornou-se tão obcecada com “raça”, “gênero”, que sequer percebeu que Trump passou a explorar seu conceito de “classe”. Aqueles que, como nós, não creem que raça, sexo, classe ou qualquer coisa do tipo influencie algo, aproveitam para rir deste circo.

Autor: Hunter Lewis, 18 de Novembro de 2016
Tradução: Vitor A. G. Vieira
Artigo original aqui

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