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out 9, 2017
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Gaúcho cria minas terrestres para combater roubo de gado

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O empresário gaúcho Renato Azevedo criou uma “arma” para ajudar o homem do campo contra o furto ou roubo de animais na zona rural, principalmente gado, que tem por característica o fato de ser sempre praticado durante o período noturno, haja vista que a escuridão ou a pouca vigilância acaba por facilitar a execução do delito e também tornar difícil a identificação do agente praticante. Até o momento, um crime difícil de ser combatido. No Brasil, os prejuízos causados pelo roubo de gado chegaram a 1 bilhão de reais em um ano.

O projeto “minas terrestres explosivas não-letais e de alarme via rádio transmissor” tem a finalidade de coibir, prevenir, intimidar, combater e reduzir os crimes rurais. O produto foi pensado para combater o roubo de gado. Mas pode ser implantado em residências particulares, casas prisionais e empresas…”, salienta Renato Azevedo.

“Me perguntei: o que fazer? Hoje em dia existem as delegacias para registrar. Mas aí o crime já aconteceu. O criador não tem como se defender. Ou melhor, não tinha. Agora já tem. Criamos, fundamentado nas minas de guerra, um campo minado. Ou seja, ela estará camuflada e, quando o ladrão pisa, ela explode 3 ou mais minas. Dentro terá um pó tóxico que deixa o abigeatário confuso e ainda um pó fosforescente, não-letal, e, via rádio transmissor, comunicará a sede da propriedade”, completa.

Ele explica que as minas foram pensadas de várias maneiras.

“Por exemplo, algumas nem explodem. Quando pisadas, somente avisam o produtor que tem gente no campo (esta assusta mais). Com o pó fosforescente fica fácil de enxergar o criminoso no escuro e também podem ser usados quantos rádios transmissores a pessoa quiser. Ou seja, se quiser deixar com vizinhos para ajudar não tem problema. O alarme dispara onde está sendo invadido e também nos vizinhos. O acionador e as minas, são de um material barato pois é com plástico injetado. Mas cabe ressaltar que é uma mina não-letal”, relata.

O empresário destaca que também devem ser colocados outdoor, cartazes ou placas dizendo que há mina explosiva e de alarme no campo. “Isso é fundamental”, pois são de efeito moral e psicológico, ressalta.

“Eu já não entraria ou pelo menos pensaria dez vezes antes de entrar em um campo minado. Não tem como o criminoso saber onde estão enterradas essas minas. Somente o dono, que terá um mapa com o local exato”, disse.

Ele ressalta que não há perigo de um animal acionar a mina. “Estudamos muito para fazer o projeto. Somente um pé humano consegue ativar.”


Detalhamento do projeto

A explosão causada pelas minas é não-letal, mas faz um barulho capaz de ser ouvido a quilômetros de distância. Ao mesmo tempo, o pó fosforescente gruda nos indivíduos e o local fica mais fácil de ser localizado. O sinal do rádio transmissor terá, em média, cinco quilômetros de alcance. Mas poderá ser multiplicado em muito, de acordo com o interesse (até 50 km).

Quando o sinal de alarme é acionado, na sede da fazenda, chácara ou residência, é informado em um painel luminoso em qual setor ou região da propriedade está acontecendo invasão ou roubo. Tanto os acionadores quanto as minas podem ser colocadas embaixo da terra, grama, areia, folhagens ou qualquer coisa que melhor camuflar. “Certamente, é um investimento barato, perto do prejuízo que vários criadores tem ao longo do ano”, disse Azevedo.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected] ou pelo telefone (53) 99999-7229.

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