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set 14, 2018
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Escolas: um microcosmo do estado

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Fique quieto! Sente-se! Você só pode falar, quando eu lhe fizer uma pergunta! Reconheça a minha autoridade, ou você será punido! Siga as ordens da autoridade! Sem objeções!

A escola é um microcosmo do estado. E isso não é por acaso. Os nossos métodos de ensino datam da época do desenvolvimento prussiano, para tornar as crianças obedientes e submissas, na idade em que elas são mais influenciáveis. O estado percebeu rapidamente que é extremamente importante controlar o setor da educação, para assim poder exercer uma influência direta sobre toda a população durante vários anos. Métodos de ensino autoritário foram usados, geração a geração, para fazer com que as pessoas passassem a reconhecer as autoridades e seguir as suas ordens sem questionar, sem refletir sobre a racionalidade ou a moralidade das ordens. E o estado teve um grande sucesso com esses métodos de ensino, conseguindo o que ele queria. Após apenas algumas centenas de anos de educação estatal nós temos uma sociedade de pessoas submissas, que não questionam as autoridades, mas que acham um absurdo quando alguém ousa perguntar: “Por que algumas pessoas tem o direito de me governar, de me controlar? Por que eu não posso viver livremente?”

A crença na legitimidade do governo é algo que é sistematicamente treinado nas pessoas. Cada regime autoritário busca sempre primeiro dominar as crianças. Hitler com a Juventude Hitlerista e a Alemanha Oriental com a Juventude Livre Alemã usaram muita propaganda para atrair os jovens para o lado do governo. Hoje em dia, todos os países do mundo usam as escolas para influenciar de alguma maneira, desde a infância, o pensamento das pessoas.

Conhecimento é poder. E quem controla o conhecimento possui grande poder.

O sistema escolar estatal não foi concebido para desenvolver os talentos, as habilidades e o pensamento crítico, para descobrir o mundo ou para as pessoas irem atrás de seus interesses, mas sim para produzir um bom funcionário, que paga seus impostos, que segue todas as leis e que não represente nenhum perigo para o governo. Ele deve ter a liberdade para tomar uma pequena quantidade de decisões, mas apenas o suficiente para fazer com que ele ache que é livre. O objetivo da educação estatal é fazer com que os indivíduos se tornem pessoas submissas, que trabalhem bastante para encher os cofres estatais através dos impostos e que reconheçam como legítimo o governo do estado.

Nós precisamos livrar o sistema escolar das garras do estado e devolvê-lo às pessoas. Esse é um dos passos essenciais para alcançarmos uma sociedade livre.

Em uma economia de mercado, quando uma empresa quer atrair um cliente, ela precisa oferecer ao cliente algo que ele queira. Isso precisa ser suficientemente atrativo, de maneira que o cliente venha até ela, e não vá para os concorrentes. O estado, no entanto, é a única instituição da sociedade que pode usar a violência de forma legal. Para vender os seus serviços, ele não precisa oferecer nada para ninguém, ele só precisa praticar a sua violência pura e simples. E é por isso que a qualidade dos serviços estatais é tão baixa: porque simplesmente ninguém pode resolver deixar de usar esse serviço. Ninguém pode cancelar a sua assinatura ou matrícula em um serviço estatal. Isso acontece em todo serviço estatal, e é especialmente válido para o sistema escolar.

O sistema escolar é um monopólio prático nas mãos do estado. Todos os tipos de escola no país estão, no final das contas, vinculadas ao Ministério da Educação (MEC). Sim, existem diferentes tipos de escola, algumas religiosas e outras com diferentes métodos de ensino. Mas nenhuma escola no país é completamente independente do estado e do Ministério da Educação. O estado controla, em menor ou maior grau, todo o setor da educação.

Escola pública formando cidadãos

Sempre que o estado está em uma posição monopolista, observamos a seguinte consequência: enquanto a qualidade persiste baixa, o preço sobe. E é exatamente isso que se observa em nosso sistema educacional. A qualidade da educação estatal é terrível, enquanto os custos se tornam cada vez maiores. E é claro que não adianta ficarmos investindo mais dinheiro em um monopólio, enquanto o monopólio tiver uma autorização para continuar existindo. Não adianta ficarmos repetindo “devemos investir mais na educação”, pois isso não irá mudar nada.

É importante notarmos que o estado nunca administra o sistema escolar de maneira objetiva. O sistema escolar sempre será controlado de acordo com o interesse do próprio estado. É óbvio que escolas públicas jamais ensinarão a verdade sobre o estado. Quais são as chances de se ouvir em uma escola pública a verdade sobre o estado? De se ouvir os professores admitindo que os seus salários são oriundos do dinheiro que os políticos roubam do povo (dos impostos)? As chances são tão grandes quanto as chances de se ouvir um vendedor de uma concessionária dizendo que os carros da concorrência são muito melhores do que os dele. As escolas são agências de propaganda para o estado.

Imagine que você quer pagar uma escola privada para os seus filhos, mas não tem dinheiro para isso. Você acha que seria correto você pedir para que uma gangue de bandidos forçasse seus vizinhos a pagar a escola dos seus filhos? Para qualquer pessoa que tem um mínimo de valores morais, a resposta deveria ser um simples e claro “Não!”. Mas por que você acha certo que os seus vizinhos sejam forçados a pagar a escola pública de todo mundo?

Em uma sociedade livre as escolas não seriam “gratuitas”, pois elas nunca são gratuitas, inclusive nos dias atuais. Nós todos já financiamos as escolas através de nossos impostos. Mesmo que nós não tenhamos filhos, todos nós pagamos as mensalidades das escolas públicas através dos impostos que estão embutidos nos produtos que compramos. Em uma sociedade livre as escolas certamente seriam mais baratas, pois os preços sempre são mais baratos quando há uma concorrência e não um monopólio. Além disso, se todos os outros impostos fossem eliminados, as pessoas teriam mais dinheiro disponível para gastar. E as pessoas que realmente não tivessem condições de pagar pela educação, poderiam ser ajudadas de maneira voluntária por outras pessoas. Antigamente – antes de as escolas públicas terem sido inventadas – era comum que os filhos de famílias pobres recebessem educação gratuita de professores solidários, ou que recebessem ajuda de sua comunidade. As organizações também poderiam usar bolsas de estudo para ajudar as crianças que tem grande disposição em aprender, mas que não tem condições de pagar pelo ensino. Mas tudo isso são exemplos do que poderia ser feito. O ponto principal é que existem infinitas maneiras de as pessoas cooperarem voluntariamente, tornando a educação disponível para aquelas que estão dispostas a aprender.

Muitas pessoas pensam, que sem o estado apenas os ricos teriam condições de pagar pela educação. No entanto, os dados históricos comprovam que esse mito não condiz com a realidade. Em seu artigo “A Educação “Gratuita” e a Alfabetização“, Barry Dean Simpson demonstra que tanto a alfabetização e quanto a frequência escolar estão constantemente aumentando ao longo da história. E esse fenômeno já vinha acontecendo muito antes de o estado tornar a educação “gratuita”. NNo século XIX, um século antes de o estado começar a financiar o sistema educacional através dos impostos, mais de 90% das crianças da Inglaterra já frequentavam as escolas. A crescente prosperidade da economia de mercado tornou a educação mais acessível para todas as pessoas da sociedade, ricas e pobres, mesmo sem a interferência do estado.

Empresas privadas constróem prédios extremamente complexos, inventam ônibus espaciais, desenvolvem microchips e pesquisam medicamentos que curam doenças. Por que elas não poderiam educar nossos filhos?

Por que não permitimos que os pais decidam livremente, quais escolas são mais adequadas para seus filhos, ao invés de as crianças serem tratadas todas igualmente pelo estado? Por que não permitimos que possam ser criadas escolas independentes, que experimentam coisas novas e trabalham com suas próprias regras? Por que não permitimos que os pais possam colocar seus filhos na escola em que eles achem que faz mais sentido? Para que os pais colocassem seus filhos nessas escolas, elas precisariam oferecer para os pais algo que ele realmente quisessem. Os pais teriam a liberdade de escolher e poderiam decidir a escola que melhor atenda seus interesses.

Existem infinitas idéias diferentes de como a educação poderia ser realizada. Existem conceitos sobre o aprendizado livre e existem escolas que quase não precisam de professores, nas quais as crianças mais velhas ensinam as crianças mais novas. Existem também escolas em que não se passa lição de casa, em que quase não há provas e quase nunca se dá notas para os alunos. No entanto, os alunos destas escolas tem um desempenho muito bom em exames internacionais. O sistema escolar finlandês é um bom exemplo disso. Mas eu não estou tentando dizer que eu sei quais são os melhores métodos de ensino. Eu só estou pedindo para acabarmos com o monopólio estatal da educação, que passe a existir concorrência nesse setor, para que possam surgir alternativas completamente independentes, que possam experimentar diferentes estratégias de ensino. E isso então irá mostrar, com o tempo, quais estratégias fazem mais sentido.

Vamos deixar os políticos decidirem como ensinar educação sexual para nossas crianças?

Por que não podemos deixar as famílias escolherem qual escola a criança deve frequentar? Por que não podemos criar nossas próprias escolas independentes do estado? Só existem dois resultados possíveis: ou a escola será boa e outras pessoas voluntariamente irão matricular seus filhos nela, ou a escola será ruim e irá a falência. O que há de tão ruim em deixar as pessoas em liberdade para decidir por conta própria qual é a melhor educação para seus filhos? Quão intolerante alguém tem que ser, para impor um sistema educacional uniforme para todas as pessoas que estão morando dentro de um país?

Deixem as pessoas serem livres. Parem de forçá-las a participar de um sistema escolar estatal de baixa qualidade, altamente burocrático e estaganado. Dêem a elas a oportunidade de fundarem as sas próprias escolas totalemnte independentes. E em poucos anos vocês verão um progresso que não se veria em décadas de educação estatal. Em outras palavras: acabem com o monopólio da educação estatal e criem um livre mercado do ensino.

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