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out 3, 2017
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“Democracia” por Rose Wilder Lane

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Trechos extraídos do artigo Liberty vs Democracy.

 

Demo-cracia significa “governo do povo”, exatamente como monarquia significa “governo de um (indivíduo)”.

Demos, O Povo, era uma fantasia imaginada pelos gregos antigos, em sua busca por uma Autoridade que — imaginavam eles — controlava os homens. A essa fantasia eles atrelaram um significado divino, pois Deus sempre está atrelado a toda forma de Autoridade. E ainda hoje há pessoas que acreditam que “a voz do Povo é a voz de Deus“.

O Povo não existe. Indivíduos compõem qualquer grupo de pessoas.

Portanto, na prática, qualquer tentativa de estabelecer uma democracia é uma tentativa de fazer com que a maioria dos indivíduos de um grupo aja como soberana daquele grupo.

Considere isso por um momento, não em termos de fantasia, mas como uma aplicação prática à sua própria experiência de viver em grupos de pessoas que você conhece, e você entenderá por que toda tentativa de estabelecer uma democracia fracassou.

É óbvio: não há motivos para supor que um governo da maioria seja desejável, ainda que fosse possível.  Não há nenhuma moralidade ou eficiência em números absolutos. Noventa e nove pessoas não necessariamente estão mais certas do que uma pessoa.

Os Pais Fundadores americanos eram contra a monarquia e a democracia, pois eles sabiam que, quando homens criam uma autoridade imaginária investida com o monopólio da força, eles estão na verdade destruindo todas as oportunidades de eles próprios exercerem livremente suas liberdades naturais.

Homens cultos que eram, os Pais Fundadores haviam estudado as várias tentativas de se estabelecer uma democracia ao longo da história. Os resultados já eram conhecidos há mais de 2.500 anos, na Grécia. A democracia não funciona. Ela não tem como funcionar, pois todo homem é livre. O indivíduo não pode transferir seu direito inalienável à vida e à liberdade para qualquer outra pessoa além dele próprio. Quando ele tenta fazer isso, ele está tentando obedecer a uma Autoridade que não existe.

Não faz diferença quem ele imagina ser essa Autoridade — Rá ou Baal ou Zeus ou Júpiter; Cleópatra ou o Mikado; a Necessidade Econômica ou o Desejo das Massas ou a Voz do Povo. O fato indelével é que não há nenhuma Autoridade, de nenhum tipo, que controle os indivíduos. Eles controlam a si próprios.

Em um grupo livre, qualquer indivíduo pode abrir mão de suas próprias ideias e se juntar à maioria. Se ele não quiser fazer isso, ele pode sair do grupo. Isso é um exercício de liberdade, um exercício de autocontrole da própria responsabilidade.

Porém, quando um grande número de indivíduos falsamente acredita que a maioria é uma Autoridade que tem o direito de controlar os indivíduos, eles necessariamente têm de deixar que a maioria escolha um homem (ou um grupo de homens) para agir como Governo. Eles acreditarão que a maioria transferiu para aqueles o Direito-Majoritário de controlar todos os indivíduos que vivem sob aquele Governo. Mas o Governo não é uma Autoridade que tem controle; o Governo é o uso da força, é a polícia, o exército; ele não pode controlar ninguém, ele pode apenas obstruir, restringir, ou impedir que um indivíduo use sua energia.

Como disse James Madison, algum interesse ou paixão em comum irá influenciar a maioria. E como a maioria apóia o regente que foi escolhido por ela, nada irá restringir seu uso da força contra a minoria. Portanto, em uma democracia, o regente rapidamente se torna um tirano. E isto culmina na rápida e violenta morte da democracia.

Isso sempre ocorre, invariavelmente. É tão certo quanto a morte e os impostos. Ocorreu em Atenas vinte e cinco séculos atrás. Ocorreu na França em 1804, quando a esmagadora maioria elegeu o Imperador Napoleão. Ocorreu na Alemanha em 1932, quando uma maioria de alemães — dominados pela ânsia de comida e de ordem social — elegeu Hitler.

Madison expressou acuradamente um fato histórico: na democracia, não há nada que restrinja os incentivos para sacrificar o lado mais fraco.  Não há nenhuma proteção para a liberdade. É por isso que as democracias sempre destroem a liberdade pessoal e os direitos de propriedade, e são tão curtas em sua existência quanto são violentas em sua agonia.

Eu, obviamente, me oponho fundamentalmente à democracia e a qualquer um que promova ou defenda a democracia — que, na teoria e na prática, é a base do socialismo.

 

Rose Wilder Lane

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