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abr 14, 2020
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Comentários desativados em Coronavírus como desculpa para violações de privacidade
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Coronavírus como desculpa para violações de privacidade

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“[…]Não podemos esperar que governos, corporações ou outras organizações grandes e sem rosto nos concedam privacidade em benefício deles. É da vantagem deles falar de nós, e devemos esperar que eles falem. Tentar impedir o discurso deles é lutar contra a realidade da informação. A informação não quer apenas ser livre, ela deseja ser livre. Devemos defender nossa própria privacidade, se esperamos ter alguma. Devemos nos unir e criar sistemas que permitam transações anônimas. As pessoas vêm defendendo sua própria privacidade há séculos com sussurros, trevas, envelopes, portas fechadas, apertos de mão secretos e correios. As tecnologias do passado não permitiam uma privacidade forte, mas as tecnologias eletrônicas permitem”. — Eric Hughes (Manifesto Cypherpunk)


Pessoas diferentes sabem coisas diferentes nós. Você pode fornecer ao seu médico informações que não daria ao seu motorista Uber. Você pode fornecer ao seu advogado informações que não daria ao seu ex marido ou ex esposa. No entanto, as informações fornecidas online, o que você diz, lê, assiste, compartilha, compra ou vende, são usadas para fins além daqueles para os quais foram fornecidas. Como diz o ditado:

“Quando a internet é gratuita, você é o produto.

Todas as informações são usadas para moldar seu comportamento e influenciar as decisões que você toma. É usado para determinar o conteúdo que você recebe, o que você faz, vê, lê ou assiste. É usado para vender coisas para você e principalmente: seus dados podem ser roubados. Nas mãos erradas, suas informações podem ser usadas ​​contra você de alguma forma, começando pela espionagem.

Não é de hoje que ouvimos falar em espionagens governamentais e violações de privacidade. Temos o grande exemplo do Edward Snowden, o homem que expôs a amplitude da espionagem na Agência de Segurança Nacional dos EUA e também alertou que um aumento na vigilância em meio à crise do coronavírus pode levar a efeitos duradouros nas liberdades civis.

Governos de todo o mundo estão intensificando a vigilância digital de seus cidadãos para ajudar a rastrear o surto. As “autoridades” estão usando técnicas como reconhecimento facial, rastreamento por telefone e inteligência artificial para monitorar as pessoas com a justificava de solução em conter o vírus.

As ferramentas tecnológicas podem ser de imenso uso para ajudar a combater essa pandemia, de forma privada, descentralizada e voluntária. O contrário do que vemos hoje, a coerção.


Ditaduras e sociedades autoritárias costumam começar diante de uma ameaça:

Em tempos de crise, a saúde das pessoas depende, no mínimo, do livre acesso a informações precisas e oportunas. O governo chinês ilustrou a consequência desastrosa de ignorar essa realidade. Quando os médicos em Wuhan tentaram soar o alarme em dezembro sobre o novo coronavírus, as autoridades os silenciaram e repreenderam. O fracasso em atender aos avisos deu ao COVID-19 uma vantagem devastadora de semanas. Quando milhões de viajantes deixaram ou passaram por Wuhan, o vírus se espalhou pela China e ao redor do mundo.

A China também ampliou o estado de vigilância mais desenvolvido em Xinjiang, onde foi usado para identificar alguns dos um milhão de uigures e outros muçulmanos turcos para detenção e doutrinação forçada. A Coréia do Sul transmitiu informações detalhadas e altamente reveladoras sobre os movimentos das pessoas a qualquer pessoa que possa ter tido contato com elas. O governo de Israel citou o coronavírus para autorizar sua agência de segurança interna Shin Bet a usar grandes quantidades de dados de rastreamento de localização dos celulares de israelenses comuns. Em Moscou, a Rússia está instalando um dos maiores sistemas de câmeras de vigilância do mundo, equipados com tecnologia de reconhecimento facial.

Sejam vigilantes e não doem sua liberdade:

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