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jun 15, 2019
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A vida moral e o estado: escalas de influência nas relações interpessoais

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A formação e o funcionamento de toda a vida moral tem origem na natureza dos comportamentos humanos individuais e coletivos que influenciam diretamente na composição material da vida social.[1] Falar em ética, comportamento socialmente aceitável e na análise das bases morais de qualquer aglomeração humana, requer um estudo aprofundado de suas principais raízes, mas não só isso: existe a necessidade de um perfeito entendimento das correlações entre cada um dos fatores que influenciam o meio social. Não se trara unicamente de encontrar um ou outro fator e defini-lo como a causa principal de determinados fatos e fenômenos sociais sem fazer uma análise acurada dos diversos elementos que compõe a realidade de diferentes universos da vida social organizada. É, de certa forma, útil fazer uma hierarquização dos fatores de maior influência na produção de determinados fenômenos, mas não é inteligente determinar esses fatores de maior impacto como os únicos determinantes para o resultado que se examina. Ocorre em determinadas circunstâncias que aquele fator que é considerado de menor relevância é que acaba exercendo maior influência no desencadeamento dos efeitos observados em determinado contexto social. Tal é a complexidade da vida social, tais sãos os problemas que os analistas do comportamento social precisam enfrentar diariamente quando buscam entender porque determinadas situações simplesmente não acontecem em determinados contextos mesmo tendo os mesmos fatores de influência. A única certeza em ciências sociais é que tudo pode mudar sempre e ter implicações diversas para diferentes elementos e, para tentar prever esses efeitos com maior precisão, o analista precisa estar atento às constantes mudanças estruturais e microssociais nos diferentes universos que pretende usar como fonte de seus prognósticos.

Não é necessário um estudo tão aprofundado para entendermos que a origem do comportamento moral está no homem, pois ele é o elemento da vida social que decide moralmente, que possui a qualidade e a capacidade intelectual de tomar decisões e fazer os juízos de valor que definem, em seu âmago, o que é bom ou ruim. Ele é o fator principal, o mais impactante, mas não é o único. Nas relações interpessoais e no componente ético e moral nas aglomerações humanas existem forças de influência que não podem ser descartadas embora o fator de decisão não esteja nelas, mas no homem que é capaz de se decidir por uma ou outra atitude. O meio social é o segundo fator de maior impacto, mas isso só será assim se os demais fatores de influência preservarem o mesmo grau de relevância num determinado contexto a ser analisado. O homem decide de modo autônomo se algo não o força fisicamente a agir de uma determinada forma, mas sempre estará atento aos costumes, religião, modos e trato social vigente na sociedade em que vive. Verdade é que a maioria das pessoas acaba por se submeter, ao menos exteriormente, a processos comportamentais aprendidos de maneira robótica em função da influência do sistema de crenças e valores no qual está inserido.[2] Podemos falar, então, num mecanismo que, embora seja dependente de decisão individualizada, acaba por exercer enorme influência no comportamento, na formação moral, política e econômica das pessoas.

O terceiro e decisivo fator são as circunstâncias diferentes, as mudanças inesperadas, os fatos fortuitos, enfim, tudo aquilo que não poderia ser previsto pelo indivíduo ao longo de suas interações no ambiente em que vive. Esses, embora também sejam dependentes da vontade particular, exercerão suas influências que poderão ser determinantes para o comportamento de cada ser humano.

Ao vermos todos os elementos que se combinam para formação da vida social, entendemos que seria absurda qualquer tentativa de imposição da vontade estatal sobre qualquer aspecto relativo ao comportamento humano. Um comportamento uniforme, robotizado, dirigido, moldado por um ente externo, alheio a todos os diferentes fatores que pesam sobre a sociedade não seria capaz de prever todas as contingências, os efeitos e implicações para um universo de indivíduos que se diferenciam pela própria natureza da raça humana. Além dos problemas morais e éticos da centralização do poder decisório, que não serão objeto de análise nesse texto, existe o problema da anulação dos indivíduos que não aceitam ou não podem estar material, psicológica ou biologicamente inseridos no mesmo leque de restrições de comportamento impostas pelo estado.[3] O estado é uma instituição que destrói a natureza humana em seus aspectos biológicos e sociológicos inerentes. Apoiar o estado e seus direcionamentos políticos nada mais é do que impedir a evolução da raça humana levando-a para o abismo da barbárie e perpetuação da maldade.

O que o estado busca legitimar é a aplicação da força com o estabelecimento de padrões comportamentais que remetem a um utilitarismo construído pelas próprias estruturas de poder. Não há nada científico, ético ou justo no dirigismo socioeconômico exercido pelas instituições governamentais. O que é “certo”, “justo”, “científico” ou aceitável para o estado não tem relação com qualquer postulado científico sério ou imparcial a respeito da raça humana. No momento em que o estado desvirtua as ciências sociais, econômicas e naturais e impõe arbitrariamente sua linha de raciocínio através de intelectuais teleguiados, mídia mainstream e o ensino regular, entendemos que o manto da farsa e deturpação da verdade estão sob todas as suas instituições; todas as narrativas que se estabeleceram por repetição e lavagem cerebral servem à manutenção do status quo.[4]

O que os membros do estado buscam é o poder de dirigir o que não lhes é de direito dirigir e esse é só um dos motivos porque a atividade política é intrinsecamente má:[5] os seus efeitos só podem ser arbitrários e destrutivos se analisados de forma abrangente.

Referências:

[1] Ética – Adolfo Sánchez Vázquez;

[2] Lições de Sociologia – Émile Durkeim;

[3] Sociobiologia: uma nova síntese – Edward O. Wilson;

[4] The Most Dangerous Superstition – Larken Rose;

[5] The Anarchic Order – Anselme Bellegarrigue;

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Sociologia
https://libertarianstudiesbrazil.wordpress.com/

Gestor de Processos Gerenciais com especialização em Business Intelligence e Gestão Competitiva. Trader de criptomoedas e libertário purista. Contribui para os sites Foda-se o estado e Cidades Empresariais. Fundador da página Tenda Libertária e do site Libertarian Studies.