banner
8 meses atrás
833 Visualizações
6 0

25 frases de propaganda estatista e como refutá-las

Escrito por
Compartilhe:

No discurso dos estatistas há um grupo de frases das quais uma ou mais tendem a estar presentes em praticamente todos os argumentos. Ainda que essa não seja uma lista exaustiva desse grupo, ela contém as 25 frases mais comuns que os estatistas usam em seus argumentos. Como a propaganda tem uma tendência a ser repetitiva, algumas dessas frases contêm as mesmas falácias lógicas e, portanto, terão refutações similares. Em vista disso, as frases são ordenadas de modo que as primeiras refutações também se apliquem às frases seguintes.

 

  1. “Nosso governo”

“Nosso” é o forma possessiva de “nós”. Essa frase assume que existe um coletivo e que ele detém a propriedade do governo, que é outro coletivo. Existir é ter uma forma concreta e particular na realidade física. Falar que objetos abstratos existem é esperar pela pergunta sobre onde eles existem, para a qual não há resposta porque não há entidade empiricamente observável. Falar que coletivos existem é esperar pela pergunta de qual a forma física que eles tomam, uma vez que todas as formas físicas disponíveis são ocupadas por indivíduos que formam o coletivo. Logo, não existe “nós”; há apenas você, eu e todos os outros indivíduos. Seguindo a mesma ideia, o governo não existe; cada pessoa, cada prédio, cada arma, etc. existe. Assim, a frase “nosso governo” é desprovida de significado. Além disso, ter propriedade de algo é ter o direito de ter controle exclusivo sobre isso. Parte desse direito é o direito de destruir fisicamente o que se possui. Uma vez que o governo usa de força para conter cidadãos que tentem destruir o estado fisicamente, os cidadãos não são de fato donos do governo.

 

  1. “Nós somos o governo”

Essa frase confunde sociedade com governo, o que é um erro tão sério quanto confundir todo o corpo humano com um tumor maligno crescendo dentro dele.

 

  1. “O contrato social”

Um contrato válido deve ser apresentado honestamente e acordado de forma voluntária, sem coerção ou fraude. O contrato social não cumpre esse padrão porque o estado irá iniciar o uso da força contra qualquer um que não aceitar voluntariamente o contrato social. O estado não é automaticamente dissolvido quando ele falha em cumprir suas obrigações sob o contrato social, logo sua apresentação é desonesta, isso quando ocorre. Portanto, o contrato social não pode ser considerado um contrato legítimo.

 

  1. “Nosso líder”

No caso do estado, nós não estamos falando de qualquer tipo de líder, mas de governante. Ninguém tem propriedade do governante, e o governante falsamente alega ter propriedade sobre aqueles que são governados, já que alega o direito de controle exclusivo sobre os governados e não tem uma base logicamente defensável para fazê-lo. Logo o líder não é “nosso”.

 

  1. “O líder do mundo livre”

“O mundo livre” não existe; cada individuo existe. Mais uma vez,  estamos falando de governantes, não de todos os tipos de líderes. Pessoas livres não têm governantes; elas governam a si mesmas.

 

  1. “Você não precisa gostar dos nossos lideres, mas você deve respeitá-los”

Respeito deve ser uma resposta à virtude. Ordenar o uso de iniciação de força contra pessoas para controlá-las não é um comportamento virtuoso e, portanto, não é digno de respeito.

 

  1. “Você não precisa gostar do presidente, mas você deve respeitar o seu gabinete”

O gabinete do presidente, assim como qualquer parte de qualquer governo, é uma instituição criminosa violenta. Criminalidade violenta não é digna de respeito.

 

  1. “Nossas forças armadas”

Se as forças armadas são “nossas”, então deveríamos ser capazes de exercer controle exclusivo sobre elas. Mas “nós” não controlamos as forças armadas e nem temos a liberdade de destruí-las. Logo, não são “nossas”; elas são um instrumento da classe dominante usadas para tornar muito difícil para os cidadãos destituir o governo de forma violenta, fornecer uma última linha de defesa para o estado na forma de lei marcial caso os cidadãos sejam bem sucedidos em destituir o governo violentamente e apresentam um impedimento aos outros governantes em outros lugares que possam almejar tomar o estado e capturar a base pagadora de impostos para si mesmos.

 

  1. “ Nós precisamos tornar o mundo seguro para a democracia”

Democracia são dois lobos e uma ovelha votando para ver quem vai ser devorado. Esse tipo de comportamento não deve ser feito seguro; ele deve ser feito perigoso ao dar às ovelhas meios de resistir aos lobos. Alguns irão falar que é isso que uma república constitucional faz, mas isso é falso. Uma república constitucional são três lobos e uma ovelha votando num representante entre eles para decidir quem vai ser devorado. Alegar que estabelecer uma república constitucional contrapõe os aspectos negativos da democracia é alegar que simplesmente por fazer um bolo de chocolate em duas camadas, alguém magicamente o transforma em algo que não tem chocolate.

 

  1. “Você não precisa gostar do que a polícia/forças armadas estão fazendo, mas você deve apoiá-los”

Novamente, respeito deve ser uma resposta à virtude. Assim como ordenar a iniciação uso de força contra a população para controlá-la não é um comportamento virtuoso, cumprir tais ordens também não é virtuoso. Portanto não é digno de respeito.

 

  1. “A pátria/nossa nação”

Assim como apenas indivíduos são capazes de agir, apenas indivíduos podem ter direito de propriedade. Não existe algo como propriedade pública; existe apenas propriedade privada ou propriedade que foi roubada ou sofreu interferência pelos agentes do estado. Logo, não existe pátria ou nação porque estas requerem propriedade coletiva.

 

  1. “Segurança/defesa nacional”

Não existe segurança nacional separada da segurança pessoal de cada indivíduo porque não existe nação separada de cada individuo.

 

  1. “É a lei”

Em uma sociedade estatista, leis são uma coleção de opiniões escritas por sociopatas que conseguiram vencer concursos de popularidade ou assassinar seus oponentes e fazer cumprir a lei através de capangas vestindo fantasias. A implicação da frase “é a lei” é que essa situação é necessária e adequada, ao invés de intrinsecamente ilógica e imoral. Isso também implica que a lei é de alguma forma sacrossanta e imutável, o que é claramente falso já que os sociopatas citados anteriormente frequentemente mudam as leis e desrespeitam as leis que eles aprovam para todas as outras pessoas.

 

  1. “Votar é a sua voz no governo”

Essa declaração assume que não há fraude nas eleições, que os votos são contados corretamente, que os resultados das eleições não podem ser alterados por tribunais e que políticos irão fazer aquilo que os eleitores falarem que façam. Cada uma dessas suposições tem um ônus da prova a ser cumprido, na melhor das hipóteses, e são comprovadamente falsas em várias ocasiões, na pior das hipóteses.

 

  1. “Votar é um dever cívico”

Um dever legítimo pode vir apenas de um direito ou contrato legítimo. Não há nenhum direito ou contrato que poderia criar tal dever. Além disso, não pode haver um dever legítimo relacionado a realizar um ato imoral. Votar é imoral porque ajuda a impor governantes violentos a pessoas pacíficas e dá a aparência de legitimidade a instituições que não a merecem.

 

  1. “Se você não vota, você não tem o direito de reclamar”

Isso é precisamente errado. As pessoas que não votam são as únicas pessoas que têm o direito de reclamar. Aqueles que votam nas pessoas que vencem as eleições estão apoiando políticos e seus subordinados que irão tomar parte em atividades corruptas que seriam punidas como crimes se eu ou você as fizesse. Aqueles que votam nas pessoas que perdem as eleições podem não ser indiretamente responsáveis pelos crimes dos agentes do estado no mesmo grau, mas participar do sistema ajuda a criar a aparência de legitimidade para algo que é intrinsecamente ilegítimo.

 

  1. “O bem público/O bem da sociedade”

Sociedade, ou “o público”, não existe. Cada indivíduo existe. Assim sendo, não há tal coisa como bem público ou bem da sociedade. Há apenas o que é bom para cada indivíduo.

 

  1. “Para as crianças”

Aqueles que detêm o poder estatal sujeitam as crianças à doutrinação forçada que as deixa com poucas habilidades mercantis e restringe a habilidade de responsáveis adequados servirem como seus pais. Eles consideram as crianças como nada além de um meio de convencer as pessoas através de vergonha e culpa a renunciar mais liberdade e propriedade ao estado.

 

  1. “O governo é necessário”

Essa é uma afirmação positiva que carrega o ônus da prova. Por si só, essa afirmação é proposta sem lógica ou evidência e pode portanto ser rejeitada sem lógica ou evidência.

 

  1. “Anarquia é caos”

A palavra “anarquia” vem do grego ??a???? (anarkhos) e significa “sem líderes”, ou mais precisamente, “sem começar a assumir o controle”. Isso não significa uma ausência de ordem, regras ou estrutura. O estado, por outro lado, é caos mais organização.

 

  1. “Impostos são o preço por uma sociedade civilizada”

Isso é precisamente errado. Impostos são o preço por fracassar em criar uma sociedade civilizada baseada em soluções voluntárias, e o grau de taxação corresponde ao grau de fracasso.

 

  1. “Pagar impostos é um dever cívico”

Impostos são imorais porque eles violam o princípio da não-agressão, direitos de propriedade privada e a liberdade de associação. Não pode haver legítimo dever de agir de acordo com a imoralidade.

 

  1. “Nós devemos isso a nós mesmos”

Isso tornaria alguém credor e devedor na mesma transação. Isso é uma contradição e portanto é falsa.

 

  1. “Nós iremos mantê-los responsáveis”

Isso é contrário à natureza do estado. O aparato estatal permite a algumas pessoas fazer o que é normalmente proibido a qualquer um fazer. Logo, o objetivo é evitar responsabilidade por cometer crimes. Evitar responsabilidade é o oposto de ser responsabilizado.

 

  1. “Quem irá construir as estradas?”

Se nós liberarmos os escravos, quem irá colher o algodão? Isso não importa. O que importa é que escravidão é moralmente indefensável. E o mesmo vale para o governo e quem irá prover serviços em sua ausência. Além disso, não é necessário saber a resposta correta a uma pergunta para saber que uma determinada resposta está incorreta. E quem irá construir os campos de concentração? O estado também fornece desserviços intoleráveis que quase certamente não existiriam em sua ausência.

 

Tradução de Daniel Chaves Claudino

Compartilhe:
Tags dos artigos:
· ·
Categorias dos artigos:
Libertarianismo
banner
Foto de perfil de Matthew Reece
http://www.zerothposition.com/

Escreve eventualmete na sua coluna The Zeroth Position no site Liberty.me

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *